Ações da Escola de Contas em 2016 superaram as expectativas

A qualidade nos serviços prestados à sociedade pelos órgãos públicos do Estado e municípios passa pela capacitação constante dos seus gestores e servidores.

Brasileiros lideram em número de jornalistas mortos em 2016

Em outubro, o Brasil aparecia em quarto lugar no ranking da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Alesc aprova PEC que altera forma de publicação dos atos públicos dos municípios catarinenses

Para o presidente da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi, a ampla divulgação da aplicação dos recursos é imprescindível para garantir a transparência dos gastos municipais.

Presidente do TCE-MT recebe comenda da Câmara de Cuiabá

O presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, foi homenageado com o Título Honorífico do Mérito Legislativo "Gervásio Leite".

Estratégia da Assessoria de Comunicação é case de sucesso do TCE-RS

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apresentou a estratégia da Assessoria de Comunicação Social (ASC) como case de sucesso durante o Seminário Boas Práticas no V Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

TCE apresenta primeiros resultados da auditoria no transporte coletivo da Grande Cuiabá

A Secretaria de Controle Externo de Auditorias Especiais do Tribunal de Contas de Mato Grosso fez uma apresentação de informações para a auditoria no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

domingo, 11 de março de 2012

NORTÃO - BANDIDOS EXPLODEM CAIXA ELETRÔNICO MAS NÃO LEVAM DINHEIRO


 
Quatro bandidos fortemente armados explodiram, esta madrugada, um caixa eletrônico do Banco do Brasil, na avenida Brasil, no Centro de Nova Canaã do Norte. De acordo com a Polícia Militar, eles não levaram dinheiro porque não conseguiram explodir o compartimento do cofre, que fica na parte central do terminal.
A ação dos bandidos ocorreu por volta das 2h20. Eles renderam um vigia de uma empresa, em frente a agência, e o fizeram refém, usando armas de grosso calibre. Os quatro fugiram em um VW Gol branco e o vigia foi libertado.
Para despistar os policiais, os bandidos ligaram na central 190 da PM e disseram que havia um acidente na MT-320, onde haviam pessoas presas nas ferragens. Logo após os policiais descobriram que era trote, foram comunicados do ataque ao banco. Retornaram e encontraram a agência já danificada por causa da explosão.
A Polícia Civil investiga o crime.
Fonte: Só Notícias/Bianca C. Zancanaro

AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NÃO REFLETIU NO CONSUMO



O aumento do salário mínimo, que passou de R$ 545 para R$ 622 em 1º de janeiro, não resultou em aumento do consumo, nem na quitação de dívidas. A suspeita da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é que esse dinheiro adicional no bolso do trabalhador foi usado no pagamento de impostos que começam a ser cobrados no início do ano, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
De acordo com a entidade, as vendas no varejo tiveram uma alta de 2,45% em fevereiro, na comparação com fevereiro de 2011. A entidade tinha a expectativa de que esse aumento ficasse entre 3% e 3,5%. "Ficou bem abaixo. Por causa dos recursos oriundos do aumento do salário mínimo, esperávamos 40% a mais do que o índice apresentado", lamentou o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, ao divulgar o Indicador de Vendas e Inadimplência.
"Nós tivemos um sinal positivo em relação à inadimplência [alta de 0,97% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2011], mas o aumento das vendas e a recuperação de débitos antigos dos consumidores ficaram aquém das nossas expectativas. Isso mostra que havia uma lacuna bastante grande dentro do orçamento dessas pessoas e que os recursos não foram dedicados ao consumo e à quitação de dívidas antigas".
Segundo Pellizzaro Júnior, os números mostram que a forte demanda reprimida nas classes de mais baixa renda já está perdendo força. "No momento em que se veem mais acomodadas e com seus desejos primários de consumo satisfeitos, as pessoas começam a esperar um pouco mais para fazer uma nova compra, na busca por preços e prazos mais favoráveis para adquirir determinado produto", disse.
A tese de que esse dinheiro a mais, decorrente do aumento do salário mínimo, do nosso ponto de vista, foi para o pagamento dos tributos só poderá ser comprovada depois de avaliados os números de março. "Se isso não acontecer, é sinal de que o aumento do salário mínimo não foi suficiente para se tornar uma grande alavanca para os números da economia em 2012", acrescentou o presidente da CNDL.
Os altos juros cobrados pelas operadores de cartão de crédito no Brasil também têm prejudicado as vendas. "O crédito rotativo no Brasil é muito diferente do que acontece no resto do mundo. Aqui, ele é emergencial e significa um passo muito próximo à inadimplência, por ter juros muito altos que retiram a capacidade de pagamento do consumidor", Segundo Pellizzaro Júnior, 30% dos brasileiros refinanciam dívidas do cartão pelo crédito rotativo. "É, a nosso ver, um índice muito alto", alertou.
Gazeta Digital



COMISSÃO INDENIZA SETE MULHERES PERSEGUIDAS PELA DITADURA




Sete mulheres perseguidas durante a ditadura militar foram indenizadas nessa sexta-feira (9), em sessão especial na Cinamateca Brasileira, em São Paulo, que comemorou o Dia Internacional da Mulher. Segundo o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, essas mulheres tiveram posição de destaque no combate ao regime de exceção. “As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que arregimentaram as massas em torno da reconquista da cidadania e dos direitos políticos", lembrou no início da cerimônia.
 
O processo de Maria Angélica Barcelar foi o primeiro a ser apreciado. Emocionada, ela admitiu, ao falar ao microfone, que ainda não superou os dias de tortura. “Apesar dos anos, é muito dolorido falar disso”, disse, ao comentar a prisão ocorrida em 1974, quando a repressão tentou fazê-la contar sobre as organizações de resistência com que seus pais tinham envolvimento. Angélica receberá a indenização em parcela única de R$ 100 mil, valor máximo estipulado por lei.
 
A ex-militante Hilda Alencar Gil conseguiu, além da pensão mensal pelas dificuldades enfrentadas na época da perseguição, o direito de retomar o curso de ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP). A graduação teve de ser interrompida e Hilda se exilou para fugir da repressão. Na volta, teve dificuldade para se readaptar. “Era um país com ideias e um jeito de viver que eu não reconhecia mais”, lembrou.
 
Também emocionada, a antiga militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) Darci Toshiko Miyaki protestou sobre a forma como foi estabelecida a Lei de Anistia, que igualou os agentes da repressão aos participantes da resistência contra a ditadura. “Nós [militantes] não cometemos crime nenhum. Nós tínhamos o dever, o direito de lutar contra uma ditadura que cerceou todas as liberdades”, ressaltou a militante que relembrou detalhes dos métodos de tortura que sofreu.
 
Desde 2001, a Comissão de Anistia já recebeu mais de 70 mil requerimentos solicitando reparação. Segundo Paulo Abrão, desse total, pouco mais de 60 mil foram apreciados. “Desses 60 mil, um terço dos casos foi indeferido por ausência de comprovação; em outro terço, a reparação foi deferida apenas em âmbito moral, com pedido de desculpas do Estado, mas sem qualquer tipo de reparação econômica; e no outro terço, além da reparação moral, houve também a reparação econômica”, informou. A média das indenizações, segundo ele, é R$ 2,2 mil mensais.
assessora da Comissão de Anistia / Redação 24 Horas News 

GOVERNO QUER DETALHAR A VIDA DOS MORADORES DE RUA NO PAÍS




A pedido da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) e do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um levantamento detalhado sobre as populações de rua em todo país. Os dados existentes serão esmiuçados e ampliados, segundo a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (vinculada à Secretaria de Direitos Humanos), Salete Valesan Camba.
Salete Camba disse que o número Disque 100 da secretaria se destina principalmente às denúncias relativas aos moradores de rua ou a pessoas que estão na rua, como ela se refere. “Há pessoas que estão na rua, mas têm casa e referências de família, portanto não podem ser chamadas de moradores de rua, disse.
Os casos de violência contra moradores de rua registrados nos últimos dias, segundo a secretária, chamam a atenção porque escondem o sentimento de impunidade. “Nós vivemos um tempo de descrença e de impunidade. Isso gera a violência”, disse. “Há uma descrença de quem comete violência, por isso é necessário combater [esse sentimento] também.”
Para Salete Camba, é fundamental ainda tentar desfazer os preconceitos e os sentimentos de discriminação. “Muitos associam o morador de rua com o dependente químico e o usuário de substâncias ilegais. Isso não é real. É preciso trabalhar para combater o preconceito”, disse.
Apenas hoje (9) três moradores de rua foram agredidos. Em Brasília, dois homens que dormiam de baixo de uma árvores foram mortos a tiros. Em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, um homem, de 22 anos, foi amarrado e teve 40% do corpo queimados.
Redação 24 Horas News

"NOVO CANGAÇO" SUSTENTA O TRÁFICO EM MT, DIZ PAULO PRADO


Gaeco tem intensificado o combate à comercialização de drogas em Mato Grosso


Em entrevista ao MídiaNews, ele disse que o Gaeco não deixou de lado o enfrentamento da corrupção. “A corrupção é o mal que faz com que o país seja atrelado ao subdesenvolvimento físico, moral, ético e espiritual”, afirmou. 
Entretanto, fruto de um trabalho realizado nos últimos tempos, o Gaeco começou a focar suas ações no combate ao tráfico de drogas e ao cerco ao chamado "Novo Cangaço", que tem espalhado terror em assaltos a bancos não só em Mato Grosso como em outros Estados. 
Ele sustentou que é justamente esta nova modalidade que vem alimentando o tráfico de drogas e o contrabando de armas.
À frente da coordenação do Gaeco desde maio de 2009, Paulo Prado, que já exerceu por duas vezes o cargo de procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, também reparte o tempo como procurador de Justiça titular da Procuradoria Especializada em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e membro do Conselho Superior do Ministério Público. 
Confira a íntegra da entrevista do procurador Paulo Prado:
MidiaNews – Atualmente, qual é a estrutura do Gaeco?
Paulo Prado – O trabalho do Gaeco conta com a grande parceria da Polícia Militar. Temos uma equipe de três promotores para atender a todo o Estado, além de mim, que sou o coordenador. São os doutores Marco Aurélio de Castro, Arnaldo Justino da Silva e Sérgio Silva da Costa. Também estamos construindo uma boa relação com a Polícia Civil e pretendo conversar com o governador Silval Barbosa para que ele designe um delegado para trabalhar junto com o Gaeco. Mas, para atender toda a demanda, é claro que a estrutura precisa ser melhorada. Hoje, o Ministério Público tem 30 procuradores e 169 promotores de Justiça para atender a todo o Mato Grosso.
MidiaNews - Como o senhor está desenvolvendo seu trabalho à frente do Gaeco?
Paulo Prado – Hoje em dia, lidar com o crime não é fácil. Estamos numa situação em que você, para colocar algemas em alguém tem que pedir por favor. Tudo o que o MP faz, o Gaeco faz, tenha certeza que é só dentro da Lei. Temos que lidar com criminosos inteligentes, com dinheiro, que não possuem um freio moral nem ético, e nós temos que atuar no limite da legalidade. O Gaeco atua no combate ao crime organizado. Combate à corrupção e temos aí cinco colegas em defesa do patrimônio público: os doutores Roberto Turin, Célio Fúrio, Gilberto Gomes, Mauro Zaque e a doutora Ana Cristina Barduco. Eles fazem um trabalho muito bom. Mas, o MP resolveu ouvir os colegas e a sociedade e uma situação foi levantada que é questão das drogas. Em maio do ano passado, o doutor Marcelo Ferra [procurador-geral de Justiça de Mato Grosso] designou o promotor de Justiça, doutor Marco Aurélio, para coordenar, dentro do Gaeco, o combate ao tráfico de drogas. Temos, então, um elo entre os colegas e a sociedade para desenvolver um trabalho de combate a este mal que atormenta as famílias.
MidiaNews – Como foi iniciado este trabalho?
Paulo Prado – Começamos a fazer um mapeamento, em conjunto com a Polícia Militar, a Polícia Civil, para levantarmos as bocas-de-fumo em funcionamento. Tem boca que passa de pai para filho. Foi do avô, passou para o filho e, agora, o neto é quem toma conta. O resultado foi o desencadeamento de várias operações, que resultaram na apreensão de pasta-base de cocaína, de maconha. É um trabalho de integração.
MidiaNews – O senhor pode citar algum exemplo?
Paulo Prado – Em outubro do ano passado, a “Operação Papo Reto” culminou com a apreensão de uma tonelada e meia de droga, que daria para abastecer cerca de 200 bocas-de-fumo. Foi a maior apreensão de droga realizada pelo Gaeco brasileiro [a operação foi na Serra de São Vicente]. Isso representou um prejuízo enorme para o traficante. Foi um duro golpe.
MidiaNews – De que maneira o tráfico vem sendo alimentado?
Paulo Prado – É outro ponto. A criminalidade estava muito alta e estava sendo alimentada financeiramente pelos grandes assaltos a bancos. É quem está alimentando isso é o Novo Cangaço [nova modalidade de assalto a bancos], que tem ligação com o PCC [Primeiro Comando da Capital, organização criminosa paulista] e está alimentando o tráfico de drogas e o tráfico de armas. É o financiamento da criminalidade com o dinheiro dos assaltos. São pessoas perigosíssimas. E este comando está atuando em todo o país. Dentro da organização tem a distribuição de tarefas. Um exemplo: eles precisam de algum especialista para explodir um cofre de alta resistência e não tem em Mato Grosso. Então, mandam buscar onde tem. Eles têm um grupo que vem planejar o assalto. Outros para dar o suporte, para fornecer armas, veículos, para conseguir o explosivo.
MidiaNews – Como foi o enfrentamento com estas quadrilhas do Novo Cangaço, que vem aterrorizando as cidades?
Paulo Prado – No ano passado, fizemos uma investigação durante dois meses. O resultado foi a Operação Novo Cangaço, em setembro. Policiais do Gaeco prenderam oito integrantes de uma quadrilha. No total, 11 foram denunciados pela Justiça, dos quais três encontram-se foragidos. Ao lado do enfrentamento às drogas, o enfrentamento ao Novo Cangaço é prioridade nacional dos Gaecos. Existe um trabalho de cooperação. Durante encontros do GNCOC [Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas], que reúne todos os Gaecos, cada Estado coloca suas preocupações e problemas e o Novo Cangaço foi apontado como um problema que está atormentando vários estados, pois esta modalidade tem ramificações nacionais.
MidiaNews – Uma prática que atormenta a sociedade é a `saidinha de banco`. Como tem agido o Gaeco neste caso?
Paulo Prado – A saidinha de banco estava atormentando a população. Todos nós temos amigos nas diversas camadas sociais. As pessoas vinham aqui e diziam: doutor, eu não agüento mais, minha mãe, de 80 anos, foi receber a pensão do papai e levaram todo o dinheiro. Vinha jovem, adulto, idoso. A população estava com sentimento de impunidade. Até que alguém trouxe uma informação. Com o envolvimento dos colegas, começamos a trabalhar essa informação e vimos que era quente. Foram 90 dias investigando e o resultado foi a identificação de 44 integrantes das quadrilhas que estavam agindo e que estavam divididos em cinco grupos. Eram criminosos que tinham na ficha roubo, latrocínio, assassinato. A pedido do Gaeco, a Justiça decretou a prisão destas pessoas, o que ocorreu em dezembro passado, durante a Operação Sétimo Mandamento. Depois, ele foram soltos por decisão do desembargador [Pedro Sakamoto, que concedeu habeas corpus visto que a juíza Suzana Guimarães Ribeiro de Araújo se declarou incompetente para julgar o caso], 21 foram recapturados [após novo pedido de prisão do MP] e os demais ainda se encontram foragidos. Se você fizer um levantamento, antes desta operação, a média era de cinco a seis saidinhas por dia. Hoje, praticamente não se tem notícia destes casos.
MidiaNews - Em dezembro, o Ministério Público entregou em Cáceres ao vice-presidente da República, Michel Temer, um documento com várias reivindicações. Já houve alguma resposta?
Paulo Prado – No documento que entregamos dissemos ao vice-presidente que o Estado tem uma necessidade brutal de ter uma base área, por ser uma região de fronteira com cerca de 1.000 quilômetros. O Estado precisa ainda de um presídio federal na cidade, de radares para detectar os aviões que voam baixo, do aumento do efetivo de agentes federais, e isso o Ministério da Justiça já atendeu com a abertura de concurso público. Estamos monitorando essas demandas, por meio do Conselho Nacional dos Ministérios Públicos, do GNCOC, através dos colegiados dos Procuradores de Justiça. Já conversei com os senadores de Mato Grosso, Blairo Maggi, Pedro Taques e Jayme Campos, a quem entreguei documentos e pedi apoio. Também já estive no Senado e conversei com o presidente da Comissão de Segurança, Fernando Collor de Mello, e devo conversar, nos próximos dias, com o novo coordenador da bancada federal, o deputado Homero Pereira. Estamos acompanhando de perto. Precisamos de recursos pesados para o combate ao tráfico de droga e contrabando de armas. Acho que o Governo Federal tem uma dívida conosco.
MidiaNews - Qual a melhor maneira de tratar o viciado, principalmente o usuário de crack?
Paulo Prado - Sou favorável à internação compulsória. Sei que posso sofrer críticas, mas, se não mudarmos a legislação, não conseguiremos avançar. O usuário é um doente e, por isso, deve ser tratado. Se ele não quiser se tratar, terá que ser recolhido a força. Sabe por que sou favorável a inter a internação compulsória? Quem conhece o assunto e conhece os efeitos do crack, sabe que a droga acaba com a vida dele, com a vida da mãe, do pai, dos irmãos. Quando o dependente for encaminhado até o juiz de direito, junto com o policial, com o defensor-público, o promotor de Justiça, o juiz vai perguntar: Você é traficante ou usuário? O policial diz: doutor, ele foi preso com duas cabecinhas. Ele confessa ser usuário. Aí, o juiz pergunta: Você quer se tratar? Se não quiser, então você vai para a prisão. Porque a sociedade não pode continuar vivendo com pessoas que não têm consciência de seus atos. Se ele entrar em casa e o pai se negar a dar dinheiro, ninguém sabe a reação. Ou enfrentamos isso, ou amanhã, ou depois, não teremos uma sociedade sadia.
MidiaNews – Como o cidadão pode fazer denúncias ao Gaeco?
Paulo Prado – Muitos documentos chegam pelos Correios ou são entregues pessoalmente. Temos também a Ouvidoria do Ministério Público, que coloca à disposição do cidadão o número 127. A identidade será preservada. Quem preferir pode procurar pessoalmente qualquer um dos promotores, aqui do Gaeco. Agora, tem que entender que nós atuamos no combate ao crime organizado. Tem coisa que chega que não é de nossa competência, mas aí nós encaminhamos.
MidiaNews – Circula nos bastidores que o seu nome está sendo comentado para disputar novamente o cargo de procurador-geral de Justiça de Mato Grosso..
Paulo Prado – A conversa eu sei que existe. Vários colegas, vários amigos têm conversado comigo. Mas acho que, de minha parte, seria uma indelicadeza com o doutor Marcelo Ferra [atual procurador-geral de Justiça]. Ele ainda tem um ano de mandato. Com sinceridade, ainda não pensei nisso. Fui duas vezes procurador-geral de Justiça, de 2005 a 2009. Tem que viajar, percorrer todo o Estado, atender as pessoas, conversar com instituições, segmentos, com a comunidade. Tenho que avaliar com calma, conversar com minha família e o meu médico [preocupação com a hipertensão e o diabetes]. Até porque eu sei que tem vários colegas interessados. Ainda é muito cedo, o processo é só em novembro. 
CARLOS MARTINS
DA REDAÇÃO
-midianews

CRER - REFERENCIAL DA FÉ CRISTÃ

                                                                                                   Foto:Bentinho
                                                   Igreja Nossa Senhora Auxiliadora - Cuiabá
No domingo, em todos os templos cristãos, os fieis buscam aumentar a sua FÉ, na certeza de que a infinita bondade de DEUS seja completa em suas vidas.
A fé é um dos marcos espirituais que marca a nossa vida, fazendo com que possamos conviver melhor, ter mais amor, crer em Deus, e principalmente buscar entender melhor a finalidade da vida sobre a terra e depois na eternidade.
Vejamos o que diz a Bíblia sobre o conceito do que é fé:
A FÈ é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. Isto pode ser visto, no livro de Hebreus, capítulo 11, versículo 1, que é seguido por vários exemplos de fé, de homens que viveram, segundo a própria leitura da Bíblia, no Antigo Testamento, desde Abraão, passando por Noé, Sansão, Jó, David, Salomão e tantos outros personagens da história cristã ao longo dos anos.
Esta FÉ "é a que crê nas realidades espirituais, que leva à Justiça, que busca a Deus, que crê na sua bondade, que tem confiança na sua palavra, que obedece aos seus mandamentos e que vive segundo as promessas de Deus" (comentários do Livro de Hebreus  na Bíblia de Estudos Pentencostal).
A FÉ, segundo outros estudos bíblicos, pode ser entendido como: "A FÉ é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem".
Praticar a FÉ é um dos mais elementares preceitos de dignidade, de fraternidade e de esperança, confiando em DEUS PAI, DEUS FILHO E DEUS ESPÍRITO SANTO. (Bentinho - e-mail:fd.bentinho@uol.com.br)

PROJETO DO PMDB É TER FRANÇA COMO VICE DE DORILEO

                                                                                                                                                       foto: reprodução
                                               João Dorileo Leal - Roberto França Auad


O PMDB de Mato Grosso deve buscar o apoio do DEM para formalizar a chapa que disputará a sucessão do prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), neste ano. 
Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo(clique aqui), nesta semana, por sinal, revela que o partido do governador Silval Barbosa estaria negociando para que o pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, o empresário Dorileo Leal, dono do Grupo Gazeta de Comunicação, tenha um vice da sigla comandada no Estado pelo senador Jayme Campos.
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior (PMDB), admitiu o desejo da sigla em ter o DEM na chapa.
“Existe a possibilidade de pedir a Roberto França (DEM) que seja o vice na nossa chapa. Ele é um aliado, parceiro, e amigo do Governo”, declarou.
“Agora, é época de conversar com o maior número de aliados possíveis”, completou o parlamentar. Ele observou, no entanto, que o PMDB ainda não começou as negociações no sentido de tentar viabilizar o ex-prefeito de Cuiabá (por dois mandatos) como companheiro de chapa de Dorileo Leal.
Procurado pelo MidiaNews, França refutou quaisquer possibilidades de sair como candidato a vice neste ano.
O ex-prefeito também negou que haja qualquer conversa envolvendo o nome de sua esposa, a ex-vice-governadora do Estado, Iraci França. "Cabe a ela decidir”, disse.
França alegou, ainda, que não começou qualquer negociação sobre alianças política na Capital.
O PMDB não é o único partido que tem a intenção de cooptar o apoio de Roberto França. O PSDB, que tem como pré-candidato a prefeito o deputado estadual Guilherme Maluf, também pretende formar uma aliança com a sigla.
Porém, no que depender da cúpula democrata, o partido terá candidatura própria, e França é o nome cotado para entrar na corrida pelo comando do Palácio Alencastro.
Tendência nacional
Nesta semana, também, a Folha informou, ainda, que uma aliança do PMDB com partidos de oposição ao Governo Federal, como DEM e PSDB, deve se repetir em outras 11 capitais – São Paulo, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Natal, Vitória, Belém, Campo Grande, Porto Velho, Macapá e Cuiabá.
O deputado Romoaldo Júnior admitiu que, com a insistência do PMDB e do PT em ter candidatura própria na Capital, é difícil viabilizar uma aliança.
“Não há nada definido sobre caminhar em lados opostos. Mas, o PMDB tem candidato próprio à Prefeitura de Cuiabá, que é o Dorileo. E o PT também terá candidato”, declarou.
O parlamentar explicou, ainda, que a posição nacional do PMDB é contrária ao modo como o PT vem encarando as eleições municipais deste ano.
“Com essa força política que o PT tem agora, eles estão tentando tirar a hegemonia do PMDB. Historicamente, sempre tivemos o maior número de prefeitura do país. E, com a máquina do governo nas mãos, eles estão buscando usar essa força”, afirmou Romoaldo.
LAÍSE LUCATELLI
DA REDAÇÃO - MIDIANEWS

ALUNOS DE ENFERMAGEM DA UFMT ACIONAM O MP CONTRA OS DE MEDICINA



Estudantes de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) acionaram o Ministério Público para tentar dar um basta no sistemático assédio moral praticado por estudantes do curso de Medicina. O Centro Acadêmico (CA) do curso também protocolizou uma denúncia na própria UFMT, no Coren (Conselho Regional de Enfermagem) e na Delegacia da Mulher.

A presidente do CA de Enfermagem, Karine Campos, afirma que o último ato de desrespeito aconteceu publicamente na segunda-feira (5), às 12h30, em frente ao Restaurante Universitário (RU). Ela conta que os estudantes de Medicina começaram a provocação cantando músicas ofensivas contra as estudantes do curso, sempre colocando a profissional de Enfermagem como objeto sexual.
“Era o primeiro dia de aula e eles já chegaram no RU sabendo essas letras”, conta Karine. De acordo com a estudante, os calouros são incitados desde o início do curso a desrespeitar os colegas de Enfermagem. Para as estudantes, as letras das músicas ofendem a dignidade das enfermeiras.
Karine filmou a última ação. “Isso [assédio] sempre acontece, mas é difícil provar. Desta vez tem o vídeo”. As imagens foram anexadas aos documentos enviados para o MP. E esta não é a primeira denúncia feita desta natureza.
“Eles fizeram uma festa com uma foto de uma enfermeira e nós pedimos para retirar”, lembra. A imagem saiu do panfleto, mas foi postada nas redes sociais com uma tarja de censurado, para provocar, segundo ela.
Alunas de enfermagem também reclamam da dinâmica entre os estagiários de Medicina e Enfermagem no Hospital Universitário Júlio Muller. Elas alegam que a relação lá também não é salutar. "Eles passam dos limites. Uma vez eles invadiram os corredores cantando essas músicas durante o horário de aulas", relembra.
Em entrevista por telefone, a reitora Maria Lucia Cavalli Neder afirmou não ter conhecimento de nenhuma denúncia dessa natureza, mas assegurou que, caso chegue ao seu conhecimento, as reclamações serão apuradas. Já as estudantes reclamam que a universidade é leniente com os trotes e assédios que acontecem ao longo do curso.
“A universidade infelizmente não faz nada, eles repassam a denúncia para o curso de Medicina, que repassa para o Centro Acadêmico, que faz uma nota de retratação”, queixa-se Karine.
Olhardireto da Redação - Lucas Bólico

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