Ações da Escola de Contas em 2016 superaram as expectativas

A qualidade nos serviços prestados à sociedade pelos órgãos públicos do Estado e municípios passa pela capacitação constante dos seus gestores e servidores.

Brasileiros lideram em número de jornalistas mortos em 2016

Em outubro, o Brasil aparecia em quarto lugar no ranking da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Alesc aprova PEC que altera forma de publicação dos atos públicos dos municípios catarinenses

Para o presidente da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi, a ampla divulgação da aplicação dos recursos é imprescindível para garantir a transparência dos gastos municipais.

Presidente do TCE-MT recebe comenda da Câmara de Cuiabá

O presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, foi homenageado com o Título Honorífico do Mérito Legislativo "Gervásio Leite".

Estratégia da Assessoria de Comunicação é case de sucesso do TCE-RS

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apresentou a estratégia da Assessoria de Comunicação Social (ASC) como case de sucesso durante o Seminário Boas Práticas no V Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

TCE apresenta primeiros resultados da auditoria no transporte coletivo da Grande Cuiabá

A Secretaria de Controle Externo de Auditorias Especiais do Tribunal de Contas de Mato Grosso fez uma apresentação de informações para a auditoria no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

domingo, 24 de março de 2013

UM ESTADO CHAMADO MATO GROSSO


OPINIÃO

Buracos já engoliram as estradas, 

atoleiros acabaram com os caminhos

Era uma vez
um estado chamado 
Mato Grosso. 
Que já não tem
mais mato, nem
cerrado. Que não
tem estrada,
nem caminhos.
Os buracos já
engoliram as
estradas,
os atoleiros
acabaram com os
caminhos, nem de cavalo passa mais.
Andar? Nem devagar nem ligeirinho. Aqui só por cima,
assim como os passarinhos. Quem tem dinheiro viaja
de jatinho, quem não tem faz rali nas crateras,
sem vida, sem fera, sem esperança.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, que já
não tem mais capital, a capital parece cidade em
guerra, está esburacada, e não é no asfalto,
é buraco feito. O que nos dizem é que o futuro
legado passa pelos buracos, pelas crateras
agora escavadas. Já não tem trânsito, não tem
como sair nem como chegar. Nela parte do
comércio não pode vender e o cidadão não
pode comprar. E sua população que não
possui carro, se for de bicicleta será atropelado,
de transporte coletivo esmagado, e se sair a pé
pelo calor será queimado. Não importa o transporte,
porque mais cedo ou mais tarde todos serão
 multados ou roubados.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, nem
educação, as escolas estão caídas ou caindo,
o pedagógico não tem projeto, o metodológico
não tem método e os professores que ainda
não saíram vão resistindo, mas os alunos, estes
não aprendem, nem repreendem. São depositados
aos montes e hoje já sabem menos que ontem,
os pais procuram saída, pois a única solução no
Estado que tudo é grande, todos procuram uma
grande saída, é SAIDA, mesmo que para fora,
fora da casa, do bairro, da cidade, fora do próprio
estado, porque a aula já é fora, pois dentro paredes
sequer tem escora.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, que
não tem saúde. Os hospitais não recebem repasses
de dinheiro, repasse aqui só de paciente, que
pacientemente espera, viaja, espera, viaja mais
um pouco e volta, curado nem sempre, mas pelo
menos morre viajado. Falta tudo, falta o médico,
falta o enfermeiro, falta o remédio, falta leito,
falta jeito, só não falta a doença, nem a dengue,
nem desculpa, nem culpado.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, que
alta paz, falta segurança, só não falta roubo e
matança. Morre gente de todas as classes,
todas as casas, todos os bairros, de todos os
municípios, até na roça e na mato. Só não
morre e não matam quem rouba e quem mata,
porque por aqui ou por lá as leis estão do lado
dos assassinos, espertalhão é o ladrão que
tem mais direito que o honesto cidadão.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, mas tem
gente boa, gente que trabalha, gente que luta,
gente que enfrenta o sol escaldante para fazer
da ausência do mato e do cerrado a mais rica fonte
de alimento deste planeta. Tem gente que acredita
na força do trabalho, na honestidade.
Gente que sabe receber, que sabe ofertar,
só ainda não sabe cobrar. Gente que precisa
aprender votar, gente daqui, gente de fora.
Gente que se mistura, gente que ainda sorri
apesar das lágrimas pelos tantos e tantos descasos,
que conta seus causos, que ama os seus,
que adora esta terra sem tanto ver mato ou cerrado,
mas com tantas possibilidades,
apesar dos tantos buracos cavados.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, que
eternamente chamará Mato Grosso, não pelos
buracos encalacrados, mas pela sua grandeza,
pela pujança, pela sua riqueza natural ou produzida,
pelo seu povo e pelo seu orgulho, pela sua
capacidade de renascer das tantas crateras
das estradas destroçadas, da terra arrasada,
da luta lutada para a grandeza, para o topo.
Mato Grosso não tem mato nem cerrado,
mas seu povo é fênix, é forte, é grande,
é produtor, faz esse Estado ser um colosso.
Afinal foi fazendo buraco nas crateras da
própria vida, encontrando pedras,
encontrando ouro, encontrando diamantes,
produzindo soja, catando algodão,
colhendo o milho, criando gado,
engordando porcos, alimentando
galinhas que saciamos a fome do mundo.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado, também
não tem segurança, nem saúde, nem educação,
nem caminhos, nem estradas. Mas se as estradas,
se a capital está em buraco e o interior está
em crateras, será nestas valetas que vamos
plantar nossas esperanças de dias melhores,
de políticos melhores, de gestores melhores
e ainda um dia, sem buraco e sem cratera,
veremos um Mato Grosso gigante não só pela
sua riqueza, não só pelo seu povo, mas,
sobretudo pela sua beleza.

Era uma vez um estado chamado Mato Grosso.
Que já não tem mais mato, nem cerrado.
Mas não se engane mundo, pois o maior
legado não serão as obras da Copa para
Cuiabá e para o Mato Grosso. O maior legado
é o que levarão os que aqui passarão.
Há de verem a nossa força, nossa resistência,
nosso jeito de ser, nossa capacidade de renascer.
Verão de onde sai o alimento que farta sua mesa,
que sacia sua fome e a fome dos seus, verás de
onde a semente nasce, de onde brota a vida que
é regada pelo suor dos homens e mulheres deste
gigante já sem mato e sem cerrado, mas indestrutível
e eterno solo de Mato Grosso.

JOÃO EDISOM DE SOUZA é analista político,
professor universitário em Mato Grosso.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A IMPRENSA LOCAL EM MATO GROSSO CAMINHA PARA A FALÊNCIA TOTAL...

A história, em todos os tempos e lugares, se faz com a tradição, passada de geração em geração e com os documentos escritos ao longo da vida de cada comunidade e assim também é que chega até os dias de hoje os relatos dos acontecimentos, desde a mais perto, aos mais distantes rincões.
O que estamos assistindo hoje, tanto em Mato Grosso, como em outros estados brasileiros, é o desmonte gradativo da imprensa local, como meio de informação ou formação de idéias daqueles que tem o hábito da Leitura.
Para que possamos ter uma visão global da situação atual, é importante citar que a imprensa, em seus meios e condições sempre foi o monopóleo de poucos em detrimento de uma grande e esmagadora maioria, isto falando do Brasil.
Como alternativa, a imprensa local, que geralmente é feita por pequenas empresas familiares, em cada município, requer uma atenção especial, quer seja dos empresários, (comércio e indústria), amparada ainda, pelos meios econômicos e políticos de cada municipio, na divulgação, principalmente dos atos legais (editais), o que deixou de existir, de uns tempos para cá.
As causas deste desmonte, passa por vários fatores, como a falta de aperfeiçoamento, dos responsáveis (editores, revisores e repórteres), o apadrinho político na criação de novos títulos, sem a mínima busca dos meios legais, com tal finalidade, a criação de jornais online, como o da Associação Matogrossense dos Municipíos -AMM, que retirou uma fatia econômica dos jornais do interior, alguns até como órgãos oficiais do município, que passaram a não contar mais com a fatia financeira, tão necessária a subsistência dos jornais. Se alguns sobrevivem, são a duras penas, a trancos e barrancos e sempre no vermelho.
Enfim, a falta de apoio e reconhecimento por parte de autoridades, onde a SECOM, utiliza os recursos, sempre direcionados aos interesses políticos daqueles que estão no Poder, mas na contra-mão dos interesses coletivos.
Incentivar e apoiar a criação de períódicos clandestinos é uma afronta tão corriqueira pelos administradores, a nível municipal e estadual, que em determinada época todos os proprietários de jornais locais eram chamados de picaretas, não se respeitando a seriedade de muitos.
Alguns exemplos de apoios aos jornais locais, mudaram a história de munícípios e estados brasileiros que hoje são chamados de mais adiantados, e isto tem uma parte importante da imprensa, que muitos chamam de pequenos, mas que na realidade, no município onde se encontram, são os maiores, por divulgarem os interesses locais.
Concluindo, queremos alertar, que todo aquele que tolhe ou deixa de apoiar os trabalhadores de uma imprensa local,  no município ou no estado, serão lembrados como os carrascos da nova era, nesta guerra fria, em que, quem tem a informação tem a maior riqueza, onde a traça não corroe e o ladrão não possa roubar. 
Ainda há tempo para se corrigir esta situação, basta determinação e interesse, dos responsáveis, pela divulgação democrática dos atos. Na política, que haja a DEMOCRATIZAÇÃO E INTERIORIZAÇÃO DA MÍDIA INSTITUCIONAL.
(Francisco Delmondes Bentinho - e-mail: fd.bentinho@uol.com.br) 

ALGUNS EXEMPLOS...

(Editorial do Diário de Cuiabá 02/02/2013)


No Congresso Nacional parlamentares mato-grossenses protagonizaram alguns atos dignos de destaque na memória do Estado Brasileiro e de sua gente ordeira e trabalhadora.

Em 8 de junho de 1964, no auge dos anos de chumbo da ditadura militar, o presidente Castelo Branco lançou mão do Ato Institucional Número 1 para cassar o mandato de senador por Goiás e os direitos políticos de um dos maiores estadistas da América Latina em todos os tempos, Juscelino Kubitschek de Oliveira, ou simplesmente JK.

Quando da cassação de Juscelino Kubitscheck o ministro do Planejamento era o eminente mato-grossense, professor, economista, embaixador, escritor e pensador Roberto de Oliveira Campos. O presidente Castelo Branco pediu ao ministério que assinasse a sentença de morte política de JK, mas Roberto Campos recusou-se a apor sua assinatura. Em tom respeitoso, porém incisivo, disse que não se deixaria violentar compactuando com aquela decisão da dita Revolução de Março de 1964.

Roberto Campos colocou o cargo à disposição de Castelo Branco, que, no entanto, o manteve, porque naquele delicado momento o Brasil precisava muito da inteligência daquele ilustre mato-grossense agora de saudosa memória, para atravessar turbulências econômicas internas e injunções da economia mundial à época em profunda transformação.

As gargantas brasileiras ficaram roucas e secas de tanto gritar por eleição direta para presidente da República. Isso, quando o então deputado federal mato-grossense Dante Martins de Oliveira apresentou a emenda que se tornou conhecida por Diretas-já.

Em 25 de abril de 1984, submetida à votação na Câmara, a emenda das Diretas-já recebeu a maioria dos votos dos deputados, mas não o suficiente para alcançar o necessário à sua aprovação.

A emenda murchou pela força governista que sustentava o poder emanado das baionetas, mas fora do âmbito institucional ela foi a semente que fez brotar o sol da liberdade sobre o Brasil, antecipado o fim da ditadura com seus tribunais de exceção.

Roberto Campos e Dante de Oliveira são dois grandes exemplos da dignidade política mato-grossense. Desde ontem, a eles se juntou o senador pedetista Pedro Taques, estreante na vida pública, que num gesto de desprendimento e grandeza democrática assumiu uma anticandidatura à presidência do Senado fazendo da sua a voz da oposição democrática ao controle dos poderes políticos da Nação por um grupo suprapartidário que preocupa quem defende e sonha com o Brasil plural.

Com determinação e de cabeça erguida, Pedro Taques foi ao sacrifício sem deixar que seu sorriso de esperança por dias melhores cedesse lugar às lágrimas de fraqueza e submissão.

Mato Grosso ganhou com o gesto do senador Roberto Campos. Ganhou com o desafio lançado pelo deputado federal Dante de Oliveira. Ganhou com a anticandidatura de Pedro Taques, porque ela simbolizou o desejo de mudança que está no inconsciente coletivo nacional. 

Editorial do Diário de Cuiabá - Online do 02/02/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

90 ANOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E DIA NACIONAL DO APOSENTADO

Num trabalho intenso e que reuniu grande número de pessoas na Praça Alencastro, em frente à prefeitura municipal de Cuiabá, é comemorada nesta data 24/01/2013,  90 anos de criação da Previdência Social no Brasil e o dia nacional do aposentado.
A promoção da Gerência Executiva de Mato Grosso do INSS, contou com a participação de várias entidades que prestigiam e são parceiras do órgão de seguridade social, entre elas o SINDAPI/MT, Policia Militar, OAB, Caixa Econômica Federal, Chamagás, Droga CHIK, prefeitura municipal de Cuiabá, imprensa, entre outras.
A abertura dos trabalhos aconteceu com a apresentação da Banda Musical da Policia Militar e com os discursos Francisco Delmondes Bentinho, presidente  do SINDAPI/MT,  que enalteceu a promoção deste evento, parabenizando a Previdência Social, pelos 90 anos de existência e parabenizou  também os aposentados pela comemoração do seu dia nacional. Fez ainda um relato estatístico sobre as condições dos idosos, aposentados e pensionistas do estado, quando da importância dos fatores que representa esta classe na economia, pela importância de mais de R$ 2,5 bilhões e meio de reais lançados anualmente na economia, e socialmente por representar em torno de 16,3 % (dezesseis virgula três por cento) da população do estado e por ser um número elevado de eleitores aptos a votar e ser votado, democraticamente.
Em seguida falou o senhor Bolanger José de  Almeida, presidente do PrevCuiabá, que no ato representou o prefeito municipal Mauro Mendes e que apresentou os parabéns aos aposentados e à previdência social, discorrendo sobre a sua função de trabalhar projetos que venham melhorar a qualidade de vida dos aposentados e pensionistas do município, que é uma das metas da atual administração municipal. Terminou trazendo um abraço do prefeito Mauro Mendes aos aposentados, pensionistas e idosos, neste momento tão importante por que passa a cidade  de Cuiabá, com as obras que envolvem a Copa do Mundo em 2014.
Por último falou o gerente executivo do INSS em Mato Grosso Lucindo Ribeiro da Silva, que ressaltou a importância desta data para o Instituto, que passou a ter mais credibilidade e com os projetos de ampliação de mais agências, num total de 8 (oito), neste primeiro plano e das quais 6 (seis) já foram implantadas e duas estão programadas para serem instaladas logo após o carnaval.
Disse ainda, que é importante hoje o trabalho de parcerias com outras entidades, o que vem cada vez mais fortalecer e aumentar o vínculo entre o INSS e a sociedade que passa a ter maior confiabilidade nos trabalhos que o órgão oferece ao longo dos 90 anos de existência.
O encerramento da solenidade de abertura se fez sobre os acordes do Hino Nacional, executado pela Banda Musical da Policia Militar do Estado de Mato Grosso.
Durante todo o dias, representantes do órgão e dos parceiros  prestam serviços de informações e atendimentos aos que necessitam deste trabalho.
(Francisco Delmondes Bentinho - e-meil: fd.bentinho@uol.com.br)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

EMPRESÁRIO DO AGRONEGÓCIO JOGA MERCEDES EM CIMA DE VIATURA POLICIAL



Bêbado  e na companhia de quatro menores de idade, um empresário do setor do agronegócio foi preso na madrugada deste domingo (20) em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).
O empresário, que não teve seu nome divulgado pela polícia, jogou um veículo de passeio da marca Mercedes Benz em cima da viatura policial logo que avistou a blitz. 
Antes, segundo informações da Polícia Militar, andava em zigue-zague por rodovia estadual (MT-270) momentos antes de cruzar a blitz. Algumas das garotas estavam com parte do corpo para fora, pelo teto solar do carro.
O homem, que também não teve a idade informada, estava na companhia de quatro meninas com idade entre 15 e 17 anos. No interior do carro foram encontradas garrafas de bebida alcoólica, quantias em dinheiro – dólar e quase mil reais em notas.
Boletim de Ocorrência 
Consta do Boletim de Ocorrência (BO) confeccionado pelo Centro Integrado de Segurança e Cidadania – Cisc, que o empresário pagou fiança de R$ 3.394,60 e vai responder em liberdade.


Olhardireto da Redação - Rodrigo Maciel Meloni

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ABERTURA DAS COMEMORAÇÕES DE 90 ANOS DO INSS EM MATO GROSSO

Hoje, às 9:00 horas, deu-se início em Cuiabá, o período das comemorações do aniversário de 90 anos de atividades do INSS, na sede do Instituto, na Avenida Getúlio Vargas, com a presença de funcionários, dirigentes e parceiros 
                                                Foto: assessoria de imprensa INSS-Cuiabá
Os trabalhos de abertura contaram com a coordenação do chefe do setor de comunicação social, na pessoa do senhor Eduardo Luis Gabriel da Silva, que também já exerceu o cargo de gerente executivo e que agradeceu aos parceiros da instituição, citando entre outros, a Caixa Econômica Federal, GEAP - Fundação de Seguridade Social, e também, entre os quais se encontrava o presidente do SINDAPI/MT - Sindicato Estadual de Aposentados, Pensionistas e Idosos de Mato Grosso, na pessoa do presidente jornalista Francisco Delmondes Bentinho.
O hasteamento da bandeira aconteceu sobre os acordes do Hino Nacional Brasileiro, numa reverência aos sentimentos pátrios, num momento de relevância para toda a sociedade brasileira, quando uma entidade atinge a casa dos 90 anos de atividades, atendendo em todos os quadrantes deste imenso País.
O gerente executivo, Lucindo Ribeiro da Silva, ao fazer o uso da palavra para dar por aberta a semana de comemorações desta importante data, para o Instituto de Nacional de Seguridade Social, agradeceu aos parceiros, que tanto tem apoiado as iniciativas de crescimento da previdência a nível nacional.
A festividade continua, com vídeos-conferências, oficinas de trabalho, reuniões e a grande concentração na praça da República, no próximo dia 24, para fechar com chave de ouro este grande evento da Previdência Social em Cuiabá / Mato Grosso.
Falando para a nossa reportagem sobre conquistas do INSS, disse o gerente executivo, Lucindo que a maior conquista do Instituto for o aumento da credibilidade que tornou o órgão mais competente e viável no contexto das entidades governamentais a nível federal.  
(Francisco Delmondes Bentinho - e-mail: fd.bentinho@uol.com.br)

sábado, 19 de janeiro de 2013

SECRETÁRIO CRITICA VISITA E CHAMA MINISTRO DE "TRAPALHÃO"


Secretário de Comunicação disse que ministro 

sequer avisou o governador que estaria em Cuiabá



DA REDAÇÃO
O secretário de Estado de Comunicação, Carlos Rayel,
criticou a visita do ministro do Trabalho, Brizola Neto,
a Mato Grosso. Ele esteve em Cuiabá, na tarde desta
sexta-feira (18), onde concedeu entrevista coletiva à imprensa.

Rayel afirmou que Brizola Neto, que também
 é vice-presidente nacional do PDT, sequer comunicou
ao governador Silval Barbosa (PMDB) sua vinda a Mato Grosso.

"Foi uma visita, no mínimo, 'atrapalhada' e deselegante, 
já que o ministro, pelo protocolo, deveria ter se reunido 
com o governador do Estado, para tratar de questões de 
interesse da sociedade mato-grossense", afirmou.
Ele classificou, também, o ministro de "trapalhão".
O secretário disse que, ao que tudo indica, Brizola Neto
teria vindo a Cuiabá apenas "para fazer política".

"Ele ignorou que existe uma extensa agenda de
interesse de Mato Grosso, com temas relevantes,
e urgentes, relacionados ao ministério ao qual ele comanda", pontuou.

Taques à presidente
Recepcionado pelo prefeito de Lucas do Rio Verde,
Otaviano Pivetta, pelo senador Pedro Taques e pelo
deputado estadual Zeca Viana, todos do PDT, o ministro,
de fato, manteve o foco em temas relacionados
à política partidária da sigla.

À imprensa, Brizola Neto defendeu a candidatura de Pedro
Taques (PDT) à presidência do Senado, e também falou sobre
a sucessão do Governo do Estado, em 2014.

"Parece-me que o único objetivo do ministro foi vir ao Estado
fazer campanha e defender os interesses do seu partido.
É uma situação grave. Esperamos que ele não tenha
usado recursos dos cofres do Governo Federal para
patrocinar o seu 'tour'", criticou Rayel.


DA REDAÇÃO - MIDIANEWS

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

DICKE: O GÊNIO DA LITERATURA QUE A ACADEMIA DE LETRAS DE MT NÃO QUIS VER



Texto forte, conciso a ponto de permitir interpretação até nas entrelinhas, de modo singular, como somente ele seria capaz de produzir. Assim o escritor Ricardo Guilherme Dicke construiu sua obra literária ambientada em cenários rurais, à exceção de “Último Horizonte”.
Dicke foi um raio de luz na literatura mato-grossense. Seu adeus, imposto por insuficiência respiratória aguda após parada cardiorrespiratória revertida em hipertensão arterial severa, às 10 horas da quarta-feira, 9 de julho de 2008, no Hospital São Mateus, em Cuiabá, deixou um enorme vazio no círculo literário nacional.
O escritor Dicke não foi imortal da Academia Mato-grossense de Letras (AML), entidade com sede em Cuiabá e instalada na região central da cidade na Casa Barão de Melgaço, imóvel que pertenceu ao ex-mercenário, ex-almirante e ex-governador de Mato Grosso Augusto João Manuel Leverger e que se tornou Barão de Melgaço. A academia fingia que não o via e, ele, por sua vez, não dava bola para ela.
Dicke não ocupou nenhuma das 40 cadeiras reservadas aos imortais da AML, mas independentemente disso, construiu uma obra que todos os mortais devem reconhecer como referência da literatura mato-grossense.
O escritor nasceu no município de Chapada dos Guimarães. Formado em filosofia, artista plástico nato, poliglota (falava seis idiomas), casado, pai e avô, em 1968 Dicke estreou no mundo da literatura com “Deus de Caim”, obra que foi uma das vencedoras do Prêmio Walmap, em torno do qual gravitavam grandes escritores; essa conquista foi referendada por um júri composto entre outros por Jorge Amado e Guimarães Rosa.
“Deus…” foi o abre-alas da obra que prosseguiu com “Caieira”, “Remington de Prosa”, “Madona dos Páramos”, “A Chave do Abismo”, “Cerimônias do Esquecimento”, “Rio Abaixo dos Vaqueiros”, “O Salário dos Poetas” e outros textos, alguns inéditos, outros inacabados. Dicke também escreveu artigos para jornais e revistas em Cuiabá, Rio de Janeiro e outras cidades.
A obra o Salário dos Poetas ganhou destaque internacional ao ser levado ao palco em Lisboa, Portugal, no ano de 2005. Também foi adaptada para o teatro em Mato Grosso, por Amauri Tangará.
O escritor Dicke virou tema de um documentário produzido pelo amigo jornalista, colunista e produtor cultural Lorenzo Falcão, que misturava realidade e ficção e do qual participou enquanto ator.
Nunca a literatura mato-grossense ganhou tanto, quando Dicke se lançou no mundo literário. De igual modo jamais perdeu tanto quando de sua partida. Sua obra é o melhor legado da figura humilde, discreta, de voz pausada, sempre disposto a ouvir. Foi o escritor mato-grossense que melhor transportou a alma de Mato Grosso para as páginas dos livros, jornais e revistas.
Por: Eduardo Gomes

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