| Auditoria vai avaliar a real situação da infraestrutura de escolas públicas do Estado |
Cáceres foi a primeira cidade a receber o programa de fiscalização
simultânea – "Visita às Escolas" do Tribunal de Contas de Mato Grosso. A
metodologia foi desenvolvida pela Secretaria Geral de Controle Externo
(Segecex) e passou por um teste piloto, em Cáceres, na semana passada.
Focada na infraestrutura das escolas estaduais e municipais, a equipe de
auditores observou a estrutura elétrica, hidráulica, pintura,
mobiliário, iluminação, climatização e merenda escolar. Em seis escolas
fiscalizadas, foram encontradas rachaduras, telhados comprometidos,
falta de água e de torneiras.
Após análise dos problemas, um relatório será produzido com imagens e
encaminhado para o presidente do TCE, Antonio Joaquim. Em seguida, os
gestores apresentam um Plano de Providências com prazo estimado para as
soluções. O secretário adjunto de Desenvolvimento do Controle Externo,
Volmar Bucco Junior, esteve em Cáceres e constatou a importância das
seis relatorias do Tribunal de Contas de Mato Grosso adotarem o
programa. "Estamos seguindo um novo modelo de fiscalizar, onde podemos
buscar os fatores que influenciam o baixo rendimento escolar detectado
dos indicadores ruins do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –
Ideb", disse.
No ano passado, os dados informados pelo Ideb 2015 apontaram que, do
primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, denominado de ensino
fundamental 1, Mato Grosso superou a meta estabelecida pelo MEC, que era
de 5,0, alcançando a nota 5,7. Enquanto as escolas da rede pública
(municipal e estadual) apresentaram média de 5,5, quando a meta
projetada era de 4,9. As escolas da rede privada alcançaram a nota 7,1,
acima da meta proposta pelo MEC, de 6,6.
O desempenho do ensino fundamental 2, que compreende as turmas do
sexto ao nono ano do ensino fundamental, também foi positivo no Estado. A
meta para o Ideb 2015 era de 4,3, e o Estado alcançou a nota de 4,6. A
rede pública, com nota de 4,5, superou a marca de 4,2, estabelecida
pelo MEC, enquanto a rede privada ficou abaixo da meta proposta de 6,3,
alcançando nota de 6,2.
Quando o recorte é feito apenas nas unidades de ensino da rede
estadual, o bom desempenho também aparece. No ensino fundamental 1, as
escolas da rede estadual alcançaram nota 5,6, enquanto a marca projetada
era de 4,9. Já no ensino fundamental 2, o índice alcançado foi de 4,5,
acima da meta proposta de 4,1.






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