Ações da Escola de Contas em 2016 superaram as expectativas

A qualidade nos serviços prestados à sociedade pelos órgãos públicos do Estado e municípios passa pela capacitação constante dos seus gestores e servidores.

Brasileiros lideram em número de jornalistas mortos em 2016

Em outubro, o Brasil aparecia em quarto lugar no ranking da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Alesc aprova PEC que altera forma de publicação dos atos públicos dos municípios catarinenses

Para o presidente da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi, a ampla divulgação da aplicação dos recursos é imprescindível para garantir a transparência dos gastos municipais.

Presidente do TCE-MT recebe comenda da Câmara de Cuiabá

O presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, foi homenageado com o Título Honorífico do Mérito Legislativo "Gervásio Leite".

Estratégia da Assessoria de Comunicação é case de sucesso do TCE-RS

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apresentou a estratégia da Assessoria de Comunicação Social (ASC) como case de sucesso durante o Seminário Boas Práticas no V Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

TCE apresenta primeiros resultados da auditoria no transporte coletivo da Grande Cuiabá

A Secretaria de Controle Externo de Auditorias Especiais do Tribunal de Contas de Mato Grosso fez uma apresentação de informações para a auditoria no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

domingo, 4 de março de 2012

VIOLÊNCIA CONTINUA CRESCENDO, ASSUSTANDO E REVOLTANDO A POPULAÇÃO



Enquanto a Polícia comemora os baixos números de homicídios, só porque eles foram menos dois ou menos três em janeiro e fevereiro, a população, principalmente comerciantes e empresários alegam que já não agüentam mais tanta violência. Os pontos de venda de drogas, os furtos os assaltos e principalmente os latrocínios: roubos seguidos  de mortes não param de acontecer. Vinte e oito pessoas honestas e trabalhadoras foram mortas por bandidos no ano passado. O ano de 2012 já começa com quatro latrocínios. Aliás, bandidos e traficantes se misturam a um aliado: o mato e casas abandonadas onde eles se reúnem para traçar planos de roubo, furto, tráfico e mortes.
Os números que a Polícia acha baixo, no entanto, são dez vezes maiores que o permitido pelos Direitos Humanos Internacionais. Em 64 dias foram registrados 65 assassinatos, sendo 54 homicídios, quatro latrocínios, e seis casos de lesões corporais graves seguidos de morte.
Um assalto e um furto de dez em dez minutos apenas em Cuiabá em Várzea Grande. Somados, dão seis por hora; 144 por dia e 4.320 por mês. Enquanto isso, as tradicionais e já bastantes conhecidas, inclusive da própria Polícia, a “Bocas de Fumo”, que agora não vendem apenas maconha, mas todos os tipos de drogas, crescem como ervas daninas.
Paralelo à violência, a população também assiste cada dia maia assustada o crescimento dos locais usados por bandidos para usarem drogas, traçarem planos de roubos e até de morte. São as casas abandonadas, os terrenos baldios e as praças públicas, a maioria, principalmente nos bairros mais descentralizadas, mas também nos bairros nobre e nas áreas centrais.Abandona pelo poder público e pelos políticos que só aparecem em época de eleição, uma das praças localizadas na Morada do Ouro, por exemplo, é denunciada pela população como “ponto de encontro de bandidos, que se reúnem para usar drogas e traçar seus planos de violência.
Na Morada da Serra também existem dezenas de praças abandonadas, assim como canteiros centrais de avenidas, todos ousados, principalmente por traficantes e usuários de drogas, dia e noite. As casas abandonadas também se espalham por toda Cuiabá e Várzea Grande, inclusive em bairros mais nobres e nas áreas centrais dessas duas cidades.
Aliás, foi numa das praças abandonadas na Morada do Ouro que uma “mãe” deu à luz , ou abandonou um feto de seis meses em plena luz do dia na manhã deste sábado (3). “Aqui tem de tudo. De feto a planejamento de roubos. Sem contar que é aqui que os usuários de reúnem para cheirar cocaína, queimar crack e fumar maconha. A Polícia passa e não está nem ai para a bagaceira. E a gente é que sofre, tudo pelo abandono da praça”, denunciou uma moradora.
Revoltada com a falta de policiamento e o descaso do poder público e dos maus-políticos, dona Maria, uma mulher de 76 anos, moradora do bairro Dom Aquino, matriarca de uma família que já teve duas pessoas assassinadas pelo tráfico de drogas desabafa e cobra das autoridades para que combata o tráfico de drogas com muito rigor como solução para a diminuição da violência.
- “Não existem soluções para os nossos problemas. Perdi dois parentes e conheço dezenas de mães e avós que também até hoje sofrem com os mesmos problemas aqui e nos outros bairros. Só vejo a cadáver estendido no meio da rua ou em terrenos baldios. Só vejo é a imprensa falar e escrever que o tráfico de droga matou ou mandou matar e ninguém faz nada. Gente, meu marido era policial e ele sempre dizia que a Polícia só iria baixar a violência quando baixasse o tráfico. E isso nunca aconteceu por o tráfico só aumenta e o tráfico só mata. Talvez se amanhã os traficantes matarem um filhinho de papai da alta sociedade. Ai sim, pode ser que as coisas mudem”.
José Ribamar Trindade
Redação 24 Horas News

PRISÕES DE AUTORES DE CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS AUMENTAM NA CAPITAL




Metade dos inquéritos em andamento pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), de Cuiabá, foram instaurados para apurar crimes sexuais. Na Deddica, há 754 procedimentos abertos para investigar crimes praticados contra crianças e adolescentes. No ano passado, a unidade enviou a Justiça 547 inquéritos policiais de violência infantojuvenil. 
Na maior parte dos casos, os inquéritos seguem com pedido de prisão dos autores, principalmente dos relacionados a crimes sexuais. Em dois casos concluídos em janeiro deste ano, os acusados tiveram a prisão decretada e cumpridas na semana passada e estão nas estatísticas de 19 homens presos, nos meses de janeiro e fevereiro de 2012, por crimes praticados contra crianças e adolescentes em Cuiabá. 
Em 2011, Deddica cumpriu 15 mandados de prisão decretados em inquéritos policiais e recebeu 39 flagrantes formalizados pela Central de Plantão, de Cuiabá, totalizando 54 presos pela prática de crimes contra crianças e adolescentes. A maioria dos presos tinha uma relação próxima com a família da vítima. Eram vizinhos, padrastos ou amigos da família, pessoas da confiança dos pais das vítimas. 
Neste ano, 12 homens foram presos em flagrante e sete em cumprimento de mandados de prisão preventiva, requisitados pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). As prisões, explica a delegada titular, Liliane de Souza Santos Murata Costa, são requisitadas em inquéritos policiais. “Depois de feita a denúncia, investigado e comprovado o crime”. 
Dois dos agressores presos na semana passada tinham parentesco com as vítimas. O primeiro, Carlito Maria de Jesus, 38, gerente de uma fazenda em Acorizal, era padrasto da vítima, uma menina de 12 anos. Ele mantinha um relacionamento há oito anos com mãe da enteada, que passou a ser estuprada no começo de 2011. A mãe só veio a descobrir o crime, dez meses depois quando a criança tomou coragem e contou para uma amiga e depois para a irmã mais velha que contou para a mãe que denunciou à polícia. A mulher teve um terceiro filho com o agressor. 
No mesmo dia, em outubro passado, o acusado foi detido pela Polícia e descoberto que ele já tinha dois mandados de prisão em aberto, dos anos de 1998 e 2007, por porte de arma e furto. Uma vez preso, a Delegacia deu andamento a denúncia de abuso e começou a colher provas para mantê-lo preso pelo crime de estupro de vulnerável e ameaças. 
Em entrevista com equipe multidisciplinar da Deddica, composta por um psicólogo, uma educadora e uma assistente social, a vítima narrou que o padrasto começou a assediá-la no trajeto da casa até o ponto de ônibus escolar. O percurso era feito todos os dias da semana devido à distância da casa da família, que morava na zona rural de Acorizal. Durante o trecho, Carlito aproveitava para assediar a enteada, primeiro com a promessa de objetos em troca de sexo. Depois passou a fazer ameaças a ela e sua família e continuou aterrorizando a criança quando começou a consumar os estupros, cometidos sempre na ausência da mãe e pelas manhãs, na residência da família. 
O segundo preso, Ailton Alves de Oliveira Junior, 24, é tio paterno da vítima, uma criança de 7 anos de idade. Ele foi denunciado em outubro de 2011 por estupro e ameaça contra uma menina, que ficava sob os cuidados do tio na casa da avó, na companhia também de dois primos. A criança contou que ele “mexia” com ela nas noites que passava na casa da avó e que o tio colocava filmes pornográficos para assistirem juntos. 
A mãe desconfiou de algo errado quando a filha passou a se recusar a ir para a casa da avó e teve a confirmação quando a menina contou o motivo. 
De acordo com a delegada Liliane e a delegada-Adjunta Alexandra Fachone, muitas das investigações iniciaram com denúncias investigadas pela unidade policial, confirmadas em avaliações psicológicas e exames periciais nas vitimas. “A equipe faz o atendimento e acolhimento das crianças. É essencial para o nosso trabalho”, frisa a delegada Alexandra Fachone.
A assistente social da equipe Multidisciplinar da Deddica, Adriana Mendes Santos Guedes, disse que o atendimento psicossocial é realizado pelos três profissionais da equipe: ela, o psicólogo João Henrique Arantes e a educadora Valtina Azevedo. Conforme Adriana, a sessão leva em média 50 minutos e o primeiro momento consiste em explicar que não são policiais e que estão ali para ajudar. “Nos casos de abusos a vítima chega aqui abatida e constrangida. Temos que desmistificar o ambiente policial, dando liberdade para elas falarem e aos poucos vamos entrando no assunto”, disse a assistente social. 
As denúncias averiguadas são recebidas do disque 100, do serviço 197, da Polícia Civil, dos conselhos tutelares, registradas na própria unidade ou em outras delegacias da Capital. A Deddica está localizada na Avenida dos Trabalhadores, Complexo do Pomeri, Planalto, Cuiabá. O telefone da unidade é 3901-5700. 
Outros números 
A delegada Liliane Murata explica que para alguns crimes, como o de ameaça e maus-tratos é instaurado um termo circunstanciado de ocorrência para apurar o fato, por serem crimes de menor potencial ofensivo com pena prevista até dois anos de reclusão ou pagamento de pena alternativa. Em 2011, a unidade encaminhou ao Juizado Especial 292 TCO’s contra pessoas investigadas por praticarem crimes contra criança e adolescentes e abriu 273 autos de verificação preliminar para averiguar denúncias relacionadas à violência praticadas contra menores. 
Também foram recebidos 1.303 boletins de ocorrências e confeccionados 812, na unidade policial

Redação 24 Horas News

SUICÍDIOS DOBRAM NA GRANDE CUIABÁ



Mistérios nunca decifrados. Famílias estarrecidas diante de um quadro macabro: uma mulher pendurado em um pedaço de corda amarrado ao pescoço e ao telhado. Pessoas que voltam revólver para a cabeça e atiram sem pensar duas vezes. Ou, suicidas que bebem veneno que levam à morte em poucos minutos. Cenas que já se repetiram nove vezes apenas nos dois primeiros meses deste ano em Cuiabá e Várzea Grande. Na maioria dos casos que dobram de ano para ano,as famílias jamais imaginaram ver cenas tão chocantes, muito menos ver um parente tirar sua própria vida.
Aliás, os números levantados pela reportagem do Portal de Notícias 24 Horas Newssão assustadores e possivelmente os mais altos do País apenas nos últimos dois anos De três famílias entrevistadas, nenhuma deles notou alguma coisa estranhas no parente morto.
Em 26 meses -entre os anos de 2010 e 2011 e os dois primeiros meses de 2012 -,nada mais, nada menos do que 55 pessoas se suicidaram. A média, a mais alta do Brasil proporcionalmente às outras populações, é de mais de dois casos de suicídio a cada mês. E o que ainda pior, em apenas duas cidades com menos de um milhão de habitantes.
Depressão, insônia, abandono pela família ou pelo marido ou namorado e até desemprego estão entre os principais motivos para o grande número de suicídios em Cuiabá e Várzea Grande nos últimos anos.
Em todos os casos, no entanto, a Polícia, os analistas e as famílias  tem apenas um confirmação: suicida não tem hora para morrer, pois esse tipo de morte é quase que inevitável. Há que garanta, inclusive, que é impossível se evitar um suicídio.
E quem, seriam essas vítimas? Nas estatísticas da Polícia originadas através de Boletins de Ocorrências e relatos de parentes e amigos das vítimas, as vítimas de suicídio estão em todas as classes sociais, em todos os níveis de intelectualidade e em todas as religiões.
Assustado com a onda de suicídios neste início de ano, quando até uma policial militar graduada resolveu tirar sua própria vida, um investigador da Polícia Civil foi infático: "É assustador o número de pessoas que estão se matando em Ciuiabá e Várzea Grande este ano. Aliás, no ano passado muita gente também se suicidou. O que é isso?".
A jovem Siméria de Melo Souza, de 27 anos, se aproveitou da “oportunidade” de estar sozinha na casa no Jardim Panorama, em Várzea Grande (Grande Cuiabá) para tirar sua própria vida. Tudo que a Polícia sabe é que ela toma três tipos de remédios controlados.
Siméria, segundo dados da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), foi a nona vítima de suicídio deste ano em Cuiabá e Várzea Grande. Em 2010, os números comprovam que 18 pessoas se suicidaram. No ano passado, os números pularam para 28, totalizando 55 casos de suicídios em 26 meses.
“Nunca. Jamais imaginei que a minha irmã, uma menina normal, cheia de vida e de muitos planos pela frente, fosse ter a coragem de se suicidar. Mas ela o fez assim, sem mais nem menos. Parece um sonho, mas é a mais pura realidade. Aliás, eu sempre soube através do ouvir falar, que suicida é suicida e pronto. Ninguém consegue evitar”, disse um jovem universitário de 26 anos, irmão de uma suicida.
osé Ribamar Trindade
Redação 24 Horas News

 

MCCE ESTÁ À PROCURA DOS "FICHAS ENCARDIDAS"

Quem responde processo, mesmo sem ter sido condenado, está na mira do movimento

É fato que, na próximas eleições municipais, em outubro deste ano, os candidatos enquadrados na "Lei da Ficha Limpa" não poderão participar do pleito. É o que decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado, em relação àqueles que foram condenados em decisões colegiadas de segunda instância e que são denominados de “ficha suja”. Mas outra categoria, que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) ainda está em busca de um nome, e que poderá ser chamada de “ficha encardida” ou “ficha desbotada” ou ainda “ficha mal-lavada”, poderá ter problemas na hora de buscar o voto do eleitor.
“Esses fichas encardidas são aqueles candidatos que não possuem condenações, mas respondem a processos na Justiça. Na hora certa, vamos divulgar seus nomes para alertar o cidadão, o eleitor”, promete Antonio Cavalcanti Filho, o "Ceará", um dos coordenadores do comitê de Mato Grosso do MCCE.
Desde já, o MCCE acompanha as movimentações dos pré-candidatos. Os nomes estão sendo analisados, em busca de possíveis deslizes. Após as convenções partidárias, assim que esses candidatos partirem para fazer o registro das candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), momento em que eles são obrigados a entregar documentos sobre suas vidas pregressas, terão seus nomes apontados pelo movimento.
“Vamos levar o caso ao Ministério Público e pedir a impugnação das candidaturas. E divulgar que esses candidatos estão enquadrados na Lei da Ficha Limpa. O nome deles será incluído em nosso site, incluindo foto e informações sobre a vida pregressa de cada um”, diz Ceará.
Em relação aos “Fichas Encardidas”, Ceará observou que o MCCO fará sua parte, ao mostrar a população que aquele candidato poderá não corresponder aos anseios da população. “E, se depois de ter sido eleito, o candidato for condenado, comprovando que ele cometeu realmente algum ato ilícito, como é que fica? O eleitor não pode correr o risco de ter eleito alguém que a Justiça condenou", disse.
Mas, se o candidato que não foi condenado, embora responda a processo, não seja eleito por influência da campanha liderada pelo MCCe, e mais tarde seja absolvido, isso não representa um prejuízo para o cidadão? Ceará acha que, nesse caso, apenas um foi prejudicado, o próprio candidato. Em contrapartida, se ele fosse eleito, e mais tarde, condeando, o prejuízo seria coletivo. “O interesse individual não pode se sobrepor ao interesse coletivo”,sentencia o coordenador.
Lei da Ficha Limpa
A Lei da Ficha Limpa, criada por iniciativa popular, com a mobilização de entidades, entre elas o MCCE, prevê serão considerados inelegíveis os candidatos que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, em razão da prática de crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; e contra o meio ambiente e a saúde pública.
Ainda serão declarados inelegíveis os candidatos que tenham cometido crimes eleitorais para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; de redução à condição análoga à de escravo; contra a vida e a dignidade sexual; e praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando. 
Midianews CARLOS MARTINS 
DA REDAÇÃO

CONSÓRCIOS GANHAM FORÇA EM MATO GROSSO




Consórcio é uma opção para aquisição de bens que permite o pagamento parcelado, mas sem a incidência de juros. Possibilidade de comprar de uma forma mais barata, porém, pode ser uma armadilha na mão de pessoas mal intencionadas e empresas de faixada que vendem cotas em grupos que não existem. Antes de adquirir um consórcio é preciso tomar alguns cuidados para não sair no prejuízo. Recentemente uma empresa que se identificava como administradora de consórcio em Sinop (a 500 km de Cuiabá) fechou as portas e deixou os clientes na mão e sem explicações. Polícia Judiciária Civil no município está investigando para descobrir a identidade das pessoas que comercializavam as cotas. 
Existem no segmento ferramentas capazes de eliminar, ou pelo menos minimizar, as chances de cair em um golpe ou sair no prejuízo. O gerente da Embracon em Mato Grosso, Josias Oliveira ressalta alguns pontos que merecem ser conferidos antes do pagamento de qualquer parcela ou assinatura de contrato. Como destaca, uma das principais informações para quem opta por um consórcio é saber que após a contemplação, não existe movimentação e transferência de valores em dinheiro para a compra do bem. Toda a operação é feita através de uma carta de crédito, ou seja, não se deve cair em falsas promessas de conseguir dinheiro. Isso quer dizer que, se foi adquirido um contrato para aquisição de uma casa de R$ 100 mil, ao ser contemplado o consorciado não receberá o valor, mas uma carta de crédito aceita pelo segmento para a compra do imóvel.
Gerente de desenvolvimento de negócios do Sicredi, Jaqueline Metzner aconselha que os clientes que se interessarem em comprar consórcios devem primeiramente checar a credibilidade, a solidez e segurança da empresa. "Isso pode ser analisado até mesmo pela estrutura física do local, pela marca e reconhecimento de outros clientes". Outros itens que podem ajudar também a dar mais confiabilidade é a verificação de taxas praticadas e se existe o fundo de reserva, que serve para suprir a falta caso algum participante do grupo fique inadimplente ou desista do negócio.
Fundo de reserva é pago no momento da contratação e depois, se não for preciso utilizá-lo, retorna para os integrantes do grupo. Segundo Jaqueline, o reembolso ainda é maior do que o valor pago no começo porque é aplicado durante o período e corrigido de acordo com os índices adotados. Supervisor de consórcios da Trescinco, Marlon Botelho Ferreira indica aos consumidores que primeiramente verifiquem no Banco Central se a empresa é credenciada como administradora apta a gerenciar grupos de consórcios. Segundo ele, por meio do próprio site do BCB é possível conferir esta informação. Além disso, é recomendável que pelo menos uma vez durante o trâmite de aquisição o comprador vá até a empresa e certifique se o vendedor pertence mesmo ao grupo.
Marlon Ferreira revela que já ocorreram casos de vendedores autônomos comercializarem consórcios como sendo de uma empresa e estes não serem. Quando o cliente vai reclamar, percebe que caiu em um golpe. "Existem os vendedores de porta em porta que vão a eventos e são importantes para primeiro contato. Mas é preciso certificar a procedência do profissional". Uma outra maneira de checar se o contrato é realmente vinculado a uma empresa séria é ver qual modelo de pagamento ela adota. "Trabalhamos somente com boleto, não tem como o pagamento ser desviado". Para evitar sustos depois, Jaqueline Metzner afirma que é preciso conhecer como são feitos os lances, até porque cada administradora adota o método que considera o melhor. "Às vezes o consumidor não confere isso e fica decepcionado. A retirada do bem pode ser por sorteio, por lance ou por lance fixo, por exemplo".
Alta no setor- Consórcios passam por um momento de crescimento nas vendas em todo o pais. Segundo dados da Embracon, uma das maiores operadoras do setor, o mês de fevereiro, em comparação com o mesmo período de 2011, apresentou crescimento de 15% na comercialização de todos os tipos de cotas. Os segmentos que mais cresceram foram o de automóveis com 52% e imóveis com 8%. De acordo com o gerente Josias Oliveira, em Cuiabá houve um crescimento de 47% nas vendas de fevereiro em comparação com janeiro deste ano.
O supervisor Marlon Botelho Ferreira, diz que há dois fatores que têm impulsionado o segmento. Um deles são as taxas de juros elevadas, que sempre foram um dos principais argumentos para a escolha do consórcio. Outro motivo é dificuldade para aquisição de crédito. Segundo ele, desde o ano passado o governo adotou medidas para conter o consumo e dificultou o acesso ao crédito. Assim, o consumidor que não tem dinheiro para dar de entrada na compra de um carro fica impedido e acaba optando pelo consórcio, uma vez que tem condições de pagar as parcelas. "Único empecilho que ainda existe para o consórcio é o imediatismo, ou seja, a necessidade de ter o bem ou serviço rapidamente. Porque se for analisar, é muito mais vantajoso do que o financiamento".
Fonte: A Gazeta

AGIOTAGEM


OPINIÃO


Autor: Hilário Mozer Neto

A Agiotagem se caracteriza pelo empréstimo de dinheiro com cobrança de juros abusivos/excessivos, realizados por pessoas físicas e jurídicas. Essa pratica criminosa esta prevista em nossa Legislação (lei 7.492/86 e 1.521/51).
Duas notícias me chamaram a atenção há poucos dias: a primeira é o aumento da inadimplência das pessoas físicas com empresas de crédito e a segunda foi a prisão de quadrilhas que praticam a agiotagem em alguns Estados da Federação. Me aprofundei um pouco no assunto e fiquei abismado, porque protegidas pelo Sistema Financeiro Brasileiro e controladas pelo Banco Central do Brasil (não tenho certeza), as Instituições Financeiras de credito estão praticando a AGIOTAGEM descaradamente, pois vou apresentar apenas dois casos verídicos.
Primeiro caso: um cidadão foi até uma empresa de crédito, dessas que aparecem na mídia prometendo dinheiro fácil , sem consulta aos órgãos de proteção ao Crédito, etc.... e lá chegando solicitou um empréstimo de R$ 2.100,00. Essa empresa descaradamente fez a seguinte proposta: emprestaria o valor solicitado, que deveria ser pago em 08 (oito) parcelas de R$ 780,00, portanto perfazendo um total de R$ 6.240,00, que deveriam ser consignados em sua folha de pagamento.
Pasmem, senhores do Brasil varonil, juros de 297%. PURA AGIOTAGEM. Essa Empresas captam recursos no Exterior a juros de no máximo 10% a.a. Sabem para quem elas emprestam: para os mais humildes e necessitados. Estão roubando o POVO BRASILEIRO!
Segundo caso: um amigo fez um reparcelamento de cartão de crédito, junto a um banco controlado pelo próprio governo, no valor de R$ 11.000,00. Ficou acertado que deveriam ser pagas 12 parcelas no valor de R$ 1.444,00, ou seja, um total de R$ 17.328,00, que foram descontados de seu salário mensal de servidor público, pois recebe por aquele banco.
No final de 12 meses, certo de tinha quitado sua dívida foi ao banco e ficou sabendo que ainda devia R$ 12.340,00. Hoje ele já pagou o montante de R$ 25.160,00 e continua devendo R$ 12.112,00.
Portanto, uma dívida de R$ 11.000,00 hoje está em R$ 37.240,00. O que é isso? 338.5%! AGIOTAGEM OFICIALIZADA.
Aqui em Mato Grosso existia um famoso agiota que cobrava na época juros de aproximadamente 5% e esse é um dos motivos que o levaram a cadeia. O partido que está no poder sempre criticava os banqueiros pelos grandes lucros, etc. Vejam só, os bancos nunca tiveram lucros tão expressivos como estão tendo agora e sabe que está pagando esses lucros?
É você, cidadão humilde, trabalhador, aposentado, honesto, que precisa sustentar e educar sua família.Qual a diferença para o cidadão entre os que praticam a agiotagem à margem da lei e os que a fazem acobertados pelo SFN? Resposta: Nenhuma.
Presidente Dilma, abra o olho, companheira!
MPF, fiscalizar o sistema financeiro é uma das vossas prerrogativas!
Chega de agiotagem oficial!
HILÁRIO MOZER NETO é ex-secretário de Segurança Pública em Mato Grosso

FABRIS AFIRMA QUE NÃO VAI "BATER PÉ" POR VAGA NA AL


Foto: Hipernotícias
O deputado Gilmar Fabris (PSD) adiantou que não vai bater o pé contra a orientação do partido de entrega dos cargos no governo estadual, medida que pode lhe custar a vaga na Assembléia Legislativa (AL). “Eu vou obedecer às ordens do partido, o que for decidido eu vou obedecer”, resumiu o parlamentar.
Sacramentada na última quinta-feira (02), a entrega dos cargos outrora ocupados pelo PSD no governo de Silval Barbosa (PMDB) tem como conseqüência automática, caso a direção socialdemocrata não tome qualquer medida no sentido contrário, a volta do deputado José Domingos Fraga (PSD) a seu mandato na AL, o qual vinha sendo exercido pelo suplente, Fabris, graças ao “empréstimo” do titular ao staff do Executivo na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf).
Por enquanto, segundo Fabris, as conversações dentro do partido sobre seu destino político não iniciaram; devem ser feitas a partir de segunda-feira em reunião ainda sem data da executiva do PSD.
Fabris também desmentiu especulações da última semana segundo as quais estaria de olho em uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Nunca tratei de TCE com ninguém, está fora dos planos. Tem gente que quer porque quer ir para o Tribunal, mas eu quero é estar na atividade. Eu gosto de adrenalina, disputar eleição...”.
Deixando a AL, Fabris necessariamente perde o foro privilegiado, o que é apontado como fator de complicação com a Justiça para o parlamentar. Seu nome foi apontado nas investigações policiais que resultou na operação 'Cartas Marcadas', em dezembro do ano passado.
Nas vésperas da operação, quando Fabris havia recentemente retornado de licença à AL (em novembro), houve a especulação de que a volta consistia numa manobra devido à ciência por parte do deputado, de antemão, das investigações da Cartas Marcadas.
Na condição de deputado, falou-se à época, Fabris gozaria do foro privilegiado e se "blindaria" contra os efeitos da operação, como um eventual mandado de prisão. O deputado negou a manobra e apontou em entrevista coletiva após a operação que, na realidade, nenhuma irregularidade chegou a lhe ser imputada pela polícia.
Olhar direto - da Redação - Renê Dióz

BANDIDOS ARMADOS INVADEM CASA E RENDEM FAMÍLIA DE EX-DIRETOR DA PJC



A residência do ex-diretor da Polícia Civil em mato Grosso, Dalton Lellis Rafa, de 64 anos, foi invadida por bandidos armados na noite de sábado (3). A família do delegado aposentado foi feita refém e o armamento da vítima levado.
A casa que fica localizada no bairro Jardim Paula I, em Várzea Grande, foi invadida por três bandidos, sendo um menor de idade. Os suspeitos não tinham conhecimento que a casa era de um policial, mas assim que notaram, foram à procura do armamento.
O menor D.W.S, de 17 anos, o moto taxista Tarcilo Paulo Gomes, 34, e uma terceira pessoa denominada apenas de “Duduzinho”, levaram uma pistola 380 e uma espingarda calibre 12, além de eletroeletrônicos, e o veículo da propriedade. Eles fugiram logo após o crime apenas dois deles foram presos.
O adolescente foi encontrado pela polícia durante as rondas pela região, e durante a abordagem chegou a fazer menção de reagir, conforme destacou o 4º Batalhão da Polícia Militar ao Olhar Direto. Ele carregava uma mochila carregada de munição e apontou o esconderijo dos comparsas.
Entretanto, ao chegar ao local os suspeitos já haviam foragido. Somente Tarcilo, que dava amparo para o menor durante a execução do roubo, foi encontrado pela polícia
Olhar direto - da Redação - Priscilla Vilela

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