Ações da Escola de Contas em 2016 superaram as expectativas

A qualidade nos serviços prestados à sociedade pelos órgãos públicos do Estado e municípios passa pela capacitação constante dos seus gestores e servidores.

Brasileiros lideram em número de jornalistas mortos em 2016

Em outubro, o Brasil aparecia em quarto lugar no ranking da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Alesc aprova PEC que altera forma de publicação dos atos públicos dos municípios catarinenses

Para o presidente da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi, a ampla divulgação da aplicação dos recursos é imprescindível para garantir a transparência dos gastos municipais.

Presidente do TCE-MT recebe comenda da Câmara de Cuiabá

O presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, foi homenageado com o Título Honorífico do Mérito Legislativo "Gervásio Leite".

Estratégia da Assessoria de Comunicação é case de sucesso do TCE-RS

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apresentou a estratégia da Assessoria de Comunicação Social (ASC) como case de sucesso durante o Seminário Boas Práticas no V Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

TCE apresenta primeiros resultados da auditoria no transporte coletivo da Grande Cuiabá

A Secretaria de Controle Externo de Auditorias Especiais do Tribunal de Contas de Mato Grosso fez uma apresentação de informações para a auditoria no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

VIGILÂNCIA CONFIRMA SURTO DE DENGUE DO TIPO 4 EM CUIABÁ


Ações de combate à dengue aliadas 

à prevenção devem ser reforçadas

Resultados de exames laboratoriais monitorados pela Vigilância Epidemiológica de Cuiabá feitos em pacientes da rede pública e particular da capital confirmam a circulação do vírus da dengue do tipo 4 na cidade. Desde o começo do ano, das 556 coletas de sangue realizadas, 95% confirmaram a contaminação pelo novo vírus.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ficou 30 anos sem registrar casos da dengue do tipo 4, mas agora o vírus reapareceu. Os médicos afirmam que ele não é mais perigoso que os demais, mas a preocupação deve ficar atenta aos primeiros sintomas, que são os mesmos dos demais tipos da doença.
De acordo com a coordenadora do Programa de Combate à Dengue em Cuiabá, Alessandra Carvalho, o alerta de epidemia reforça para que a população não se desmobilize ante à vulnerabilidade da doença. “O poder público e toda a sociedade têm que estar vigilantes e não devem desanimar no combate ao mosquito. É importante reforçar que a aplicação do fumacê, sozinho, não é o suficiente, pois é apenas uma tentativa de amenizar a população dos mosquitos adultos que podem estar contaminados", observou Alessandra. Ela ressalta que a atenção deve ser redobrada nos locais que possam acumular água, como nos quintais, que se não estiverem limpos se configuram em criadouros em potencial para o mosquito da dengue.
A coordenadora reforça ainda que a população está 100% vulnerável ao mosquito, pois a maioria das pessoas ainda não teve contato com este tipo de vírus e não está suficientemente imune. “Desde o ano de 2009 já prevíamos a existência deste atual estágio de evolução do vírus para o tipo 4 e começamos a registrar os primeiros casos em fevereiro deste ano. A população deve permanecer atenta aos primeiros sinais da doença. No caso da dengue tipo 4, os sintomas são praticamente os mesmos dos outros tipos de dengue, mas é preciso o acompanhamento da Vigilância Epidemiológica para o monitoramento do avanço do vírus no estado”, reforçou Alessandra Carvalho.
Fumacê
A aplicação do inseticida que elimina o mosquito transmissor da dengue, conhecido como fumacê, começou nesta segunda-feira (11) a ser aplicado em 19 bairros da capital de Mato Grosso. Os veículos com o inseticida devem passar em cada um dos bairros por pelo menos três vezes, das 18h às 22h.
A recomendação aos moradores dos locais por onde o carro do fumacê vai passar é que deixem portas e janelas abertas enquanto o veículo estiver passando. “A gente pede que a população providencie uma proteção para os comedouros e bebedouros dos animais de estimação e também uma proteção para os viveiros de passarinhos”, frisou Alessandra Carvalho.
Dados
Mato Grosso registrou 27.354 casos de dengue no período de 1º de janeiro a 06 de junho de 2012. Conforme o balanço divulgado na última quinta-feira (7) pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES), o estado apresenta cerca de 20 mil casos da doença a mais do que o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 6.613 casos de dengue.
G1MT

"O MAURO CONVERSA COM QUEM ELE QUISER; NÃO SOU DONO DELE"


Senador Pedro Taques comanda hoje 

reunião para definir rumo do partido


O senador Pedro Taques (PDT) pretende definir na noite de hoje (14) qual rumo o seu partido deve seguir em relação às eleições em Cuiabá: se insiste na manutenção do Movimento Mato Grosso Muito Mais, formado também pelo PSB, PPS e PV, ou parte para outras coligações – como com o PT, PSDB ou DEM.

Ele comandará, à noite, em Cuiabá, uma reunião com a cúpula do partido. “Vamos conversar hoje, fazer uma avaliação sobre o quadro e definir as coisas. O PDT tem que definir o que quer para Cuiabá, para o futuro. Eu tenho uma posição, mas não posso lhe adiantar antes dessa reunião”, afirmou ao MidiaNews.

Contrariado pelo fato de o pré-candidato Mauro Mendes (PSB) ter avançado em conversações com o PR e o PMDB, que podem  vir a indicar o seu vice, Taques afirmou que manterá sua "coerência política". 

Ele também criticou a política de alianças que só visa ao poder. “Não vou fazer alianças circunstanciais, só pensando no poder. Eu não consigo fazer isso. Eu estou buscando construir um partido para que nós tenhamos uma forma diferente de fazer política. E não é essa forma, com esses tipos de acordos”, pontuou. 

Enfático, Taques disse que não se sente obrigado a seguir a candidatura de Mendes.

“O Mauro pode conversar com que ele quiser, isso faz parte da política. Eu não vou impedir ninguém de conversar. Ele tem que conversar com quem ele quiser; ele é o candidato. E eu não sou o dono do Mauro Mendes. Agora, eu não tenho obrigação de fazer o que os políticos tradicionais fazem. Eu sou político, tenho orgulho de ser político. Mas eu não tenho a obrigação de fazer igual aos outros. E eu vou apoiar quem eu entender que eu deva apoiar”, afirmou.

Apesar disso, ele não descarta a manutenção do arco de alianças e a indicação do candidato a vice na chapa a ser encabeçada pelo empresário. 

“Isso vai depender da conversa de hoje no partido; depende de vários fatores. Eu não sei se o Mauro já fechou com o PMDB ou o PR. Tem conversas... Conversar pode, mas na hora de fechar, se quiser conversar com o Movimento Mato Grosso Muito Mais...”, disse.

Independente das definições, Taques se disse “tranquilo” em relação ao processo eleitoral deste ano. “Eu estou bem, estou tranquilo... Se tiver que ser reeleito, em 2018, vou ser... Se não tiver, vou cuidar da minha vida”, afirmou.

"Facada nas costas"

O senador Pedro Taques se esquivou, quando questionado sobre o fato de ter declarado, no plenário do Senado, na última segunda-feira, que “a época da traição e da facada nas costas” tinha começado – uma referência clara aos movimentos de Mendes em direção ao PMDB e ao PR.

“Não fiz referência específica a ninguém. Isso é normal. As pessoas dizem que, na eleição municipal, o nível da traição é muito alto. E esta é a primeira eleição municipal de que eu participo. Mas vou buscar a manutenção da minha coerência”, disse.

Ele ainda sinalizou para possíveis alianças com o PT, o PSDB e o DEM. “Respeito muito o Lúdio Cabral e o Guilherme Maluf. Vejo que são nomes que podem fazer uma boa administração. Mas vamos conversar mais sobre isso na reunião desta noite. Não posso me adiantar”, disse.
RAMON MONTEAGUDO
DA REDAÇÃO - MIDIANEWS

terça-feira, 12 de junho de 2012

JUDICIÁRIO DE MT INAUGURA CENTRAIS DECONCILIAÇÃO


Durante inauguração das duas centrais de conciliação e mediação de conflitos instaladas no Fórum Desembargador José Vidal, em Cuiabá, e no Anexo Administrativo Desembargador António de Arruda, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, nesta segunda-feira (11 de junho), a presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva anunciou que o primeiro mutirão temático a ser desenvolvido pelas centrais será do DPVAT (seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre). O tema foi escolhido devido ao grande número de ações referentes ao seguro. Outras áreas que têm grande demanda também serão contempladas com mutirões.

O presidente do TJMT, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho ressaltou que a instalação dessas centrais atende à Resolução nº 125 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele observou que não há como atender a crescente demanda de ações judiciais mesmo incorporando todas as novas tecnologias existentes. “A Central de Conciliação vai conseguir amenizar essa carga”, ponderou o magistrado, lembrando ainda que o objetivo não é só reduzir o número de processos, mas também distribuir justiça.

A Central do Fórum, de Primeira Entrância, buscará promover acordos entre partes em conflito em momentos pré-processuais e no decorrer de processos que tramitam na Comarca de Cuiabá e Juizados. Já a Central do Anexo Desembargador António de Arruda atenderá os processos em grau de recurso, que tramitam no TJ. O coordenador do Núcleo de Conciliação e Mediação do TJ e da Central de Segunda Instância, juiz Hildebrando da Costa Marques, salientou que a ideia é evitar o ingresso de processos e tornar a justiça mais célere. Segundo ele, o tempo menor de um processo normal é de três anos e pode chegar a até 20 anos, enquanto que com a conciliação a expectativa é marcar audiência e solucionar a questão em 30 dias.

O coordenador do Núcleo de Conciliação e Mediação do Tribunal de Justiça do Maranhão, juiz Alexandre Lopes de Abreu, conheceu os mecanismos adotados, a estrutura e a regulação das centrais do TJMT, que começaram a funcionar já nesta segunda, e ficou impressionado com o que viu. “O TJMT é pioneiro, de longa data vem procurando aprimorar os seus serviços, e essa experiência que viemos buscar aqui vai servir para instalarmos as nossas centrais. Os bons exemplos têm que ser consolidados e adotados”, observou.

O magistrado maranhense, que pretende instalar quatro centrais em São Luís, salientou que o cidadão é muito carente de informação e não sabe onde procurar os seus direitos e esta é a oportunidade que o Judiciário tem de se aproximar da sociedade e levar essa orientação. “A Central de Conciliação tem essa grande vantagem, faz com que o Judiciário seja mais sensível aos conflitos sociais”, ressaltou.

Segundo a desembargadora Clarice Claudino, 120 juízes já foram capacitados para trabalhar com esse olhar pacificador. Já o magistrado Hildebrando da Costa Marques pontuou que já foram capacitados 25 voluntários para trabalhar nas centrais e serão capacitados mais 25. Já nos juizados há 55 treinados e mais 35 passarão por treinamento. O funcionamento das centrais será das 8h às 14h. As centrais funcionarão como projeto piloto no Fórum de Cuiabá e no TJ nos primeiros 30 dias. A partir daí o serviço será expandido para todas as comarcas que tiverem mais de uma vara.
Redação 24 Horas News

TRABALHADORES RURAIS ACUSAM GOVERNO DE AGIR EM FAVOR DE LATIFUNDIÁRIOS





Um soneto que parecia há muito sepultado em Mato Grosso, a ação do Governo em favor dos latifundiários,  segue mais vivo do que nunca. Num estado de dimensões continentais, a luta pela terra continua fazendo vítimas.  Trabalhadores rurais denunciaram que policiais militares fizeram o despejo de famílias de uma propriedade rural sem amparo legal. Por articulação governamental, a Polícia retirou famílias da Fazenda Toca da Onça, dentro da Gleba Marzagão, no Município de Rosário Oeste, embora o mandato tivesse sido expedido para a Gleba Bananal, no município de Chapada dos Guimarães.
Seria apenas um erro não fosse um detalhe: as propriedades em questão se distanciam mais de 100 quilômetros uma da outra. De acordo com integrantes do movimento de luta pela democratização da terra, a ação teria sido patrocinada por latifundiários revoltados com a decisão do juiz  Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal, de Mato Grosso,  que atesta que as áreas das glebas Marzagão e Rio Novo B, são de propriedade da União Federal. 
Um dossiê sobre o assunto mostra que no ultimo dia 29 de maio, policiais militares teriam “prestado serviço”  de escolta privada aos fazendeiros da gleba, inclusive detendo trabalhadores rurais sem terra sem mandato de prisão e muito menos se proporcioná-los o mínimo direito de defesa. Tal fato  provocou a ira dos acampados e fez a Polícia  sair sem o seu objetivo, que era obter os nomes das lideranças. 
“Como se não bastasse tamanha covardia  com os trabalhadores em maio – diz o documento – no mês de junho foi a vez de a PM “cumprir” um mandato de reintegração de posse, na Gleba Bananal, embora as famílias despejadas estivessem  acampadas na Fazenda Toca da Onça. “Ao cumprir a ordem de reintegração de posse os policiais da ROTAM pareciam estar trabalhando com o maior ânimo possível, fazendo poses e pedindo para que as fotos fossem postadas no Facebook” - disseram. 
  
Testemunhas disseram que a todo o momento os policiares falavam que toda a ação de hoje foi ordenada pelo secretário José Lacerda, da Casa Civil.  Fora isso, todos os veículos usados na ação foram alugados pelos fazendeiros, sendo ainda alguns de propriedade dos próprios. “O que parece que a Polícia do Estado  passa por uma grave crise financeira, a ponto dos fazendeiros conseguirem agirem de maneira totalmente estúpida em troca de pirulitos para todos os policiais envolvidos na ação” – acentua o dossiê-denuncia, denunciando ainda casos de  maus tratos.  “O mandato foi cumprido seguindo uma série de preceitos da má conduta” – observa. 
Edilson Almeida | Redação 24 Horas News

DORIELO DESISTE DE DISPUTAR PREFEITURA E CRITICA SILVAL; VUOLO TMBÉM SAI



Foto
A segunda-feira está sendo marcada por duas desistências de pré-candidaturas à prefeitura de Cuiabá.  O empresário João Dorileo Leal confirmou, esta tarde, que também não será candidato. Ele criticou o governador Silval Barbosa e seu partido, o PMDB, por não terem feito articulações para fomentar seu nome e agrupar os partidos que elegeram o governador. "O Silval teria todas as condições de organizar uma composição, de juntar as bases partidárias... Mas não vi esse interesse por parte dele. O PMDB não estava coeso e fechado em torno de meu nome; não houve empenho em se viabilizar politicamente minha candidatura. Não posso me jogar em uma aventura ou ser o candidato do "eu sozinho". Travei uma luta solitária, mas não posso avançar desse jeito", disse, ao Midia News.
Ao Só Notícias, Dorileo disse que "Silval não fez nada (para concretizar sua candidatura) e Bezerra começou discutir a vice com Mauro Mendes. Diante desta situação comuniquei o partido que não iria sair. Travei uma luta solitária. O governador pediu para ponderar minha decisão, mas é em caráter irrevogável", afirmou.
Ele também criticou alguns integrantes do PMDB que estariam "minando"sua candidatura. Um dos alvos foi o ex-secretário Totó Parente. "O Totó, por exemplo, apareceu do nada em Cuiabá e começou com esse discurso. Percebi que outros nomes, de destaque na sigla, começaram a minar meu nome. Até chegar ao ponto em que o próprio Silval disse que o PMDB indicará o Totó como vice do Mauro Mendes (PSB)", disse. 
Dorileo se filiou no PMDB no primeiro trimestre e disputaria, pela primeira vez, uma eleição. A solenidade teve a presença do vice-presidente Michel Temer.
PR
O vereador Francisco Vuolo (que estava como secretário extroardinário do governo estadual) confirmou que não disputará o pleito pelo PR ao constatar que não teria apoio das principais lideranças da sigla. “A partir do momento que o partido aceita discutir uma posição para compor como vice de outra sigla, o projeto de candidatura própria deixa de ser prioridade”, declarou.
Pesquisa divulgada, semana passada, pelo Instituto KGM, aponta que Dorileo estava com 5,5% das intenções de votos. Mauro aparece com 47,1% das intenções de votos, Roberto França (DEM) 14,7%, o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), com 6,7% das intenções, Lúdio Cabral (PT), 5,2%, Carlos Brito (PSD), com 3,3%, e Francisco Vuolo (PR), com 1,5%. 7,5% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum. 8,5% não souberam ou não responderam. O levantamento foi entre os dias 1° e 4 deste mês com 599 eleitores. A margem de erro é de 4 % para mais ou para menos e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 00043/2012.
 Só Notícias/Editoria/Alex Fama (foto: Edson Rodrigues/arquivo)

domingo, 10 de junho de 2012

PT TEM MAIS UMA REUNIÃO QUE PROMETE SER TENSA: LÚDIO CABRAL ESPERA APOIO PARA SER PREFEITO



O PT – Partido dos Trabalhadores – é o primeiro partido em Cuiabá a se reunir para definir se terá candidatura própria para a Prefeitura de Cuiabá, quem deve ser o seu escolhido ou se vai se coligar com outra sigla. O encontro teve início às 8h e vai até às 13h, no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso. A tendência é que o vereador Lúdio Cabral consiga garantir o seu desejo de ser o candidato oficial do partido.
Mas apesar de a tendência é a de se viabilizar a candidatura de Lúdio Cabral, no PT nada é concretizado antes do final do encontro. Com muitas alas e o radicalismo existente entre elas será preciso esperar o final do encontro, quer terá muitas reuniões, conversas e as  tradicionais discussões.
 
O vereador Lúdio Cabral  chega ao encontro certo de que as conversas que manteve com as várias facções petistas lhe dará a condição de candidato. Segundo sua própria avaliação 80% da militância com direito a voto já declarou que irá apoia-lo nesta disputa.
 
O problema é que uma forte ala petista não engole o interesse de Lúdio Cabral e invoca uma sugestão do Diretório Nacional de o partido se aliar em Cuiabá com o empresário Mauro Mendes, do PSB, partido da base de apoio  da presidente Dilma Roussef, com o PT tendo o candidato a vice.
 
Mesmo com a realização do encontro, algumas correntes da sigla ainda temem uma intervenção da cúpula nacional do partido, já que em favor da candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, várias alianças estão sendo negociadas, o que poderia colocar em risco a candidatura própria do PT em Cuiabá.
 
A convenção está marcada para o dia 30. Mas o encontro de hoje, que promete ser tenso, pode definir o  destino do partido, bem como o sonho de Lúdio Cabral. Fala-se que até mesmo a professora Serys Marli possa sair do encontro como candidata. Mas, para isso, ela teria de minar a cúpula petista liderada por Carlos Abicalil, Ságuas Moraes e Alexandre  César, que hoje dão
as cartas no diretório nacional e são seus inimigos políticos.
Jonas Jozino e Valdemir Roberto
Da Redação -24HORASNEWS
 

BITRENS NÃO PODERÃO TRAFEGAR HOJE NAS RODOVIAS DE MT


A restrição para bitrens, cegonhas e articulados trafegarem nas cinco rodovias federais de Mato Grosso, por causa da operação Corpus Christi da Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia hoje às 16h, e segue até às 22h.
A medida tem como foco prevenir acidentes nas BRs 070, 158, 163, 174 e 364. Nas fiscalizações os patrulheiros utilizarão etilômetros para evitar que motoristas dirijam embriagados, e radares para coibir o excesso de velocidade.
Durante a operação os policiais estarão atentos à exploração sexual infanto-juvenil, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, embriaguez ao volantes e outros crimes.
Conforme Só Notícias já informou, ano passado foram contabilizados 34 acidentes, sendo 20 pessoas feridas e duas mortes.
Só Notícias/Bianca C. Zancanaro

"O CHICO GALINDO VIABILIZOU UM NOVO RUMO PARA CUIABÁ"

Carlos Brito, que vai disputar pelo PSD, 

afirma que, caso vença, fará um governo de continuidade


Ele saiu da extinta Agecopa em meio ao forte desgaste de uma batalha polêmica com o ex-secretário Eder Moraes. Para muitos, o episódio seria uma espécie de fim de sua carreira política. Após se filiar ao PSD, eis que o destino lhe proporcionou uma reviravolta: fortalecido, Carlos Brito será candidato a prefeito de Cuiabá.
Brito, que deixou a Secretaria de Comunicação de Cuiabá para lançar-se ao projeto, afirma que, se eleito, fará uma gestão de continuidade do prefeito Chico Galindo (PTB). "Não temo rejeição por defender Galindo, que tem muitas virtudes e avançou na gestão de Cuiabá", afirmou.
Ele começou na política como líder comunitário no Parque Cuiabá, foi vereador por dois mandatos, presidente da Câmara e prefeito interino. Em seguida, elegeu-se deputado estadual, por dois mandatos, foi secretário de Estado da Casa Civil e da extinta Sejusp (Justiça e Segurança Pública), diretor de Infraestrutura da extinta Agecopa e, mais recentemente, secretário de Comunicação da Prefeitura.
"Ser prefeito de Cuiabá é um sonho. Vou lutar até o fim para torná-lo realidade", disse.
Confira os principais trechos da entrevista:
MidiaNews – Por que se candidatar a prefeito? O que esse projeto representa na sua carreira política?
Carlos Brito - Seria a realização de um sonho. Me elegi diversas vezes e tive vários cargos públicos. Em 2004, eu vislumbrei a candidatura a prefeito e entendi que era minha vez. Mas, uma parte do meu partido, na época o PPS, não queria. Eu não consegui nem disputar a convenção, porque se criou uma exigência sobre estar em dia com a contribuição partidária. Até consegui uma liminar para concorrer, mas eles anteciparam a convenção e não cheguei a tempo. Desta vez, eu não tinha esse projeto. Como eu estava na Agecopa, planejava voltar à vida política como candidato a deputado estadual em 2014. Mas, a Agecopa acabou e eu vim trabalhar na prefeitura com o Francisco Galindo (PTB). Então o PSD me propôs discutir uma candidatura. Eu disse que não, porque eu fazia parte da administração. Como iria trabalhar um projeto paralelo a isso? Eu me sentia impedido. Mas, após a decisão dele de não se candidatar à reeleição, o PSD retomou a discussão. Ainda apontei algumas dificuldades: o partido é novo, faltava tempo de televisão e teríamos que começar tudo do zero, chegando na reta final, quando tem gente falando em candidatura há muito tempo. Ainda assim, o partido insistiu. E isso me deu um entusiasmo muito grande. Uma vez eu briguei para ser candidato e, hoje, Deus permitiu que meu sonho antigo pudesse ser revivido. Vou lutar cada segundo para não deixar esse sonho fugir.
MidiaNews - O senhor diz que foi convencido pelo PSD a disputar. Então, essa tentativa do deputado Walter Rabello de entrar na disputa interna foi na contramão do partido?
Carlos Brito - O partido estabeleceu que, até 30 de maio, quem tivesse interesse em disputar pelo partido, que se apresentasse. Ninguém se apresentou. Por isso, o PSD aprofundou a discussão só comigo e depois veio a anúncio do Walter, que eu recebi com surpresa. Contudo, logo o partido informou que ele estaria impedido porque se filiou depois do prazo legal.
MidiaNews - O senhor acredita na possibilidade de o Galindo ainda mudar de ideia e ser candidato à reeleição?
Carlos Brito - Eu perguntei isso a ele. E ele disse que não, que não considerava essa hipótese. Somente depois disso eu aceitei a discussão com o PSD.
MidiaNews – Não seria mais lógico o prefeito tentar a reeleição?
Carlos Brito - O prefeito implantou um processo de gestão moderna e eficiente; ele deu um rumo a Cuiabá. Só faltou mostrar isso para a sociedade de maneira efeitiva. Por isso, eu pensava que seria justo que ele tivesse um segundo mandato, uma segunda oportunidade para ele mesmo usufruir politicamente das obras e transformações que a cidade terá em razão das medidas impopulares que ele tomou. Mas, apesar das insistências internas, ele decidiu não ser candidato.
MidiaNews – O senhor vai defender a gestão Galindo na sua campanha?
Carlos Brito - Vou defender a gestão acertada, as ações certas. Sem dúvida, houve um equilíbrio gerencial no município, em termos de receita e despesa, e temos uma situação positiva. Fechou-se o exercício de 2011 com superávit. Isso retoma a credibilidade do município. Francisco Galindo viabilizou um rumo para Cuiabá. Temos um problema grave na Saúde, mas as demais áreas encontraram um rumo. Não há porque não avançar nesse sentido de obras e melhorias de serviços. O Poeira Zero vai garantir asfalto a dezenas de bairros, e com o asfalto vem a segurança, a iluminação pública, a melhoria dos valores dos imóveis, são múltiplas as vantagens.
“Se for eleito, serei prefeito durante os quatro anos. Quem pensar que eu sairei está enganado”
MidiaNews - O senhor não teme herdar a rejeição do prefeito?
Carlos Brito - Não. A população não será contra o que é bom pra ela. Dentro desse conjunto de dificuldades, a gente pensa isso também. Mas eu acredito que, em pouco tempo, o Galindo tomou decisões difíceis e impopulares, que deram resultados muito positivos. Como o Poeira Zero, que é custeado pela arrecadação do IPTU reajustado, e a concessão da água e esgoto, que vai se revelar acertada em pouco tempo.
MidiaNews – Quais os maiores gargalos da atual gestão? O que o senhor mudaria se assumisse a Prefeitura?
Carlos Brito - O problema mais grave e crônico é a Saúde Pública, então o grande desafio de qualquer prefeito será esse. A prioridade do PSD será o enfrentamento dessa realidade. Temos que ouvir o usuário, os trabalhadores do sistema. O SUS [Sistema Único de Saúde] é um grande ganho, mas precisa ser revisto. Temos um pronto socorro que é estadual na prática e temos que discutir se constrói um hospital estadual, ou se constrói um novo pronto socorro para Cuiabá e estadualiza de uma vez. Além de mais recursos, é preciso informatizar o atendimento, reforçar as policlínicas, qualificar os funcionários. Há, sim, muitos esforços que foram feitos, mas como a demanda é grande, acaba sufocando os resultados positivos. Esse mesmo pronto socorro tão criticado é que tem salvado vidas todos os dias. Outro grave problema é a infraestrutura; Cuiabá precisa aplicar o plano diretor da cidade.
MidiaNews - O senhor quer o apoio do Galindo. Como enxerga a já anunciada preferência dele por apoiar a candidatura do deputado Guilherme Maluf (PSDB)?
Carlos Brito - Há uma certa naturalidade nisso, o PTB e o PSDB são parceiros de longa data, compuseram a chapa da última eleição. Contudo, o PSD também integra a base de sustentação do prefeito, com três secretarias. Antes de o Galindo anunciar que não seria candidato à reeleição, não havia uma pré-candidatura do PSD. Ao fazer o anúncio e declarar apoio ao Maluf, ele se antecipou e, dentro do cenário posto, ele tinha essa preferência. Nós estávamos respeitando a candidatura do PTB. Então nós não chegamos atrasados, nós tivemos que construir em poucos dias uma situação que não existia. Entendemos que o PTB é um parceiro importante, mas não podemos criar constrangimentos intransponíveis. Esperamos um segundo encontro na semana que vem e ainda temos alto interesse em ter o PTB conosco.
MidiaNews - Ao apoiar o Maluf, o Galindo pode desgastar a imagem dele, se atrelando novamente à imagem do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB)?
Carlos Brito - Eu poderia emitir uma opinião, como assessor do prefeito, há uma semana. Contudo, hoje, como pré-candidato do PSD, não posso interferir. Tenho opinião, mas agora devo respeitar as avaliações de outros partidos.
MidiaNews - Existe a possibilidade do PSD e do PSDB se unirem?
Carlos Brito - Se for possível um entendimento, para termos um outro caminho, não vamos desconsiderar isso. Há um grande respeito pelo projeto de candidatura do doutor Maluf. Mas não temos veto a nenhuma composição. Claro que temos alguns parâmetros, não pode ser de qualquer forma, a qualquer preço. Os compromissos não podem ser maiores que o compromisso com a cidade. Não posso ser tolhido depois por conta de acordos feitos durante a campanha. Às vezes você fala que vai criar secretarias de acordo com as alianças que fez e nem sempre é possível. Contudo, nenhum partido se mantém sozinho. Para administrar a cidade precisamos buscar nomes, perfis, e se vem desse ou daquele partido, precisa estar muito claro desde o começo do processo.
MidiaNews - Quais partidos podem apoiar sua candidatura?
Carlos Brito - O PTB é um caminho, e sei das dificuldades. Mas vamos conversar com todos os partidos que se disponham a esse diálogo, para fazer uma coligação diferente da habitual, não somente com objetivo eleitoral. Teremos no mínimo cinco minutos de TV, mas por uma razão estratégica vamos consolidar isso e somente depois anunciar. O PSD é novo, o número 55 é pouco conhecido. Vai passar a ter uma personalidade política após essa eleição. Contudo, já surgiu com a filiação de grandes lideranças no Estado. O presidente da Assembleia Legislativa, José Riva; o vice-governador Chico Daltro; deputados federais e estaduais; prefeitos; vereadores. Mas além de forte, precisa ser unido, senão as pessoas deveriam permanecer onde estavam. Nós vamos apresentar uma proposta diferente, para ter um resultado diferenciado. O PSD tem 20 segundos de tempo de TV, e é insuficiente, pois temos outros partidos fortes.
MidiaNews - Em relação ao seu vice, já há algo definido?
Carlos Brito - Em regra, todo partido busca o poder. Na busca de compensação, o cargo do vice sempre é pleiteado. O que eu tenho dito é que, sendo eleito prefeito, o vice precisa ter claro que serei prefeito durante os quatro anos. Quem pensar que eu sairei está enganado, aí quando a gente fala isso, reduz os interessados. Se eleito, serei prefeito cada segundo do mandato, só me afastarei por viagens, doença, algo inesperado.
MidiaNews - Há alguma possibilidade de o senhor abandonar esse projeto de candidatura?
Carlos Brito - Não. É pra valer. Não posso trabalhar com a cabeça de uma composição se, na verdade, estamos determinados a vencer as eleições. Nosso foco é vencer as eleições em Cuiabá.
MidiaNews - E assim, quem sabe, pavimentar o caminho para eleger um governador do PSD em 2014?
Carlos Brito - Isso é uma consequência. Havendo sucesso no projeto, você começa a pensar no segundo, no terceiro. É natural. Pode ser que para 2014 o PSD apresente um nome ou apoie alguém. Se for eleito prefeito, não serei candidato em 2014.
“Eu, graças a Deus, hoje tenho uma cultura de fé. Não adianta a gente cultuar mágoa, ranço, vingança”MidiaNews - O senhor vê o Mauro Mendes (PSB) como favorito?
Carlos Brito - Eu o vejo como um candidato qualificado, com o qual vou concorrer. A política é imprevisível. Já tivemos situações em que candidatos com índice de rejeição altíssima, considerados carta fora do baralho, que foram reeleitos por erros de seus concorrentes. Eu preciso ganhar e é em cima disso que vou trabalhar. Não vou acompanhar os passos dos meus concorrentes. Cada qual tem que apresentar o melhor para a cidade avaliar.
MidiaNews – Com relação ao fim da Agecopa, ficou ainda algum resquício de mágoa ou decepção daquele episódio tumultuado que foi a sua saída e a extinção da agência?
Carlos Brito - Dizer que situações como essa não marcam a vida da gente é também negar o óbvio. Agora, como a gente lida com isso vai de pessoa para pessoa. Eu, graças a Deus, hoje tenho uma cultura de fé, sou evangélico e isso me permite lidar com essas situações sob um outro prisma. O que não nos tira o sentimento. Mas não adianta a gente cultuar mágoa, ranço, vingança. A gente tem que crer que as coisas acontecem no seu tempo e na sua forma. Eu penso que, mais importante que me ater a isso tudo, é olhar as oportunidades que ainda existem, que não são poucas. Mas que, se não tomarmos providências urgentes, elas vão se perder. Então aquilo que veio para ser o um grande evento em nossas vidas, para a cidade, o maior evento do planeta, poderá vir, passar e deixar um legado muito pequeno. Ou resumido. Esses embates, essas situações todas, já deixaram prejuízo. Providências que deveriam ter acontecido há mais tempo e foram postergadas. Atenção demais em um determinado item e de menos nos outros todos.
MidiaNews - O senhor está se referindo à escolha do modelo de transporte VLT [Veículo Leve sobre Trilhos] em detrimento do BRT [Bus Rapid Transit]?
Carlos Brito - Hoje está definido, o governo decidiu. Os municípios são ouvidos, mas na verdade a atribuição é do governo do Estado. São situações postas, você tem que lidar com isso e procurar fazer o melhor possível. O que eu digo é que a questão mobilidade urbana não é só ela, imperiosa. Como diretor de Infraestrutura, a mobilidade era um dos itens importantes para minha diretoria. Mas a Infraestrutura tinha que construir a Arena (Pantanal). Sem a Arena não tinha a Copa do Mundo. E no período que estive, firmei a base para que pudesse dar certo. Havia uma credibilidade contratual. Aquele início foi uma boa raiz. Entendemos que infraestrutura tem outras tônicas: a infraestrutura de atendimento na Saúde, dos outros bairros, de uma série de medidas que precisam acontecer. Segurança, redução dos índices de violência e criminalidade. Não adianta eleger um item e desconsiderar outros. Mas não adianta partir somente para a crítica. Tem que melhorar o diálogo.
MidiaNews - Faltam dois anos para o início da Copa, e o VLT ainda está sendo licitado. Vai dar tempo?
Carlos Brito - Os técnicos apontam dificuldades. Mas nós não podemos torcer contra. O governo tem afiançado publicamente que estará pronto dentro do prazo para a Copa do Mundo. É importante ressaltar que, na questão da mobilidade urbana, a exigência da Fifa é a acessibilidade a determinados locais. Arena, centros de treinamento, rede hoteleira, setor de saúde, aeroporto. Havendo acessibilidade no tempo que é pré-estabelecido, com a segurança necessária, há mobilidade urbana. Mas o que é para ser bom não pode tomar a atenção de outras providências que precisam ser tomadas. Para estar pronta para a Copa do Mundo, a cidade precisa muito mais que isso. Seja VLT, BRT... é isso que estou tentando dizer.
MidiaNews – O prefeito tem que participar mais ativamente desse processo da Copa? O que a Prefeitura pode fazer que não faz?
Carlos Brito - A questão do trânsito, das obras alternativas. Começaram as obras de mobilidade, mas e as várias obras de desbloqueio que foram faladas e não foram executadas? Hoje, as rotas alternativas e desvios acontecem em vias já existentes. A Prefeitura pegou recursos do Poeira Zero e concentrou nessas rotas, fazendo um recapeamento. Porque essas ruas são vias terciárias, que não recebem normalmente um grande fluxo de veículos. As obras precisam ter celeridade, mas essa celeridade não pode comprometer a cidade. A prefeitura tem que estar atenta.
LAÍSE LUCATELLI E ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO - MIDIANEWS


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