A votação referente às provas coletadas pela Operação Monte Carlo será retomada hoje e por esse motivo a associação pretende comandar, nos próximos dias, uma ofensiva cujo objetivo é reforçar a validade da operação da Polícia Federal que desmembrou a quadrilha em fevereiro último. Outra decisão favorável à ilegalidade das provas poderá anular as 30 mil horas de gravações feitas em três anos de investigação da PF.
A ofensiva liderada pelo delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro classifica por meio da ADPF que uma eventual anulação da Operação Monte Carlo contribui à imagem de “tolerância” de parte do judiciário com a criminalidade no Brasil. (Íntegra da nota dos delegados).
A tese do advogado, contudo, foi contestada pelo juiz responsável pela autorização das escutas feitas pela Operação Monte Carlo, Paulo Augusto Moreira Lima, que foi transferido para outra Vara Federal hoje e não está mais à frente do caso. Ele garante que os grampos só ocorreram após o “aprofundamento das investigações iniciais”.
Possível atraso no andamento da Monte Carlo
Paulo Moreira Lima, que também foi o responsável pelo ordenamento de prisão de Cachoeira, foi afastado da 11ª Vara Federal para ser transferido para a 12ª Vara Federal. Conforme a assessoria de comunicação do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), autor da ordem de transferência do magistrado, a troca se deve porque os juízes sairão de férias e Moreira Lima, na condição de juiz substituto, deverá assumir as funções deles. O TRF1 não informou se Paulo Augusto Moreira voltará a assumir o caso, que passará às mãos de outro juiz, que terá que estudar todos os 53 volumes do processo antes de tomar qualquer decisão.
A troca de juízes poderá ter como consequência o atraso no andamento do processo contra Carlos Cachoeira, assim como dos outros suspeitos presos durante a Operação Monte Carlo. A transferência Moreira se dá ao mesmo tempo em que as escutas telefônicas autorizadas por ele correm o risco de ser consideradas ilegais.
| Por: Ketllyn Fernandes |






