Ações da Escola de Contas em 2016 superaram as expectativas

A qualidade nos serviços prestados à sociedade pelos órgãos públicos do Estado e municípios passa pela capacitação constante dos seus gestores e servidores.

Brasileiros lideram em número de jornalistas mortos em 2016

Em outubro, o Brasil aparecia em quarto lugar no ranking da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Alesc aprova PEC que altera forma de publicação dos atos públicos dos municípios catarinenses

Para o presidente da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi, a ampla divulgação da aplicação dos recursos é imprescindível para garantir a transparência dos gastos municipais.

Presidente do TCE-MT recebe comenda da Câmara de Cuiabá

O presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, foi homenageado com o Título Honorífico do Mérito Legislativo "Gervásio Leite".

Estratégia da Assessoria de Comunicação é case de sucesso do TCE-RS

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apresentou a estratégia da Assessoria de Comunicação Social (ASC) como case de sucesso durante o Seminário Boas Práticas no V Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

TCE apresenta primeiros resultados da auditoria no transporte coletivo da Grande Cuiabá

A Secretaria de Controle Externo de Auditorias Especiais do Tribunal de Contas de Mato Grosso fez uma apresentação de informações para a auditoria no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

terça-feira, 22 de março de 2016

Governo conclui projeto para renegociar dívida dos estados



No mesmo projeto de lei complementar, o governo também pretende limitar o crescimento dos gastos públicos nos próximos anos, informou o ministro Nelson Barbosa

Agência Brasil
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Foto: Arquivo/Agência Brasil
O governo enviará até amanhã (22) ao Congresso Nacional  projeto de lei complementar para refinanciar a dívida dos estados e do Distrito Federal com a União, anunciou o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Conforme acordo fechado na semana passada, os governos locais poderão alongar a dívida com a União em 20 anos, de 2027 para 2047, e as dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dez anos.
Os estados mais endividados poderão ainda pedir um desconto de 40% no valor das parcelas, limitado a R$ 160 milhões por mês, por até 24 meses, sendo o valor não pago nesse período transferido para as parcelas posteriores. Em troca da renegociação, os governadores precisarão aprovar leis locais de responsabilidade fiscal, não conceder novos incentivos fiscais e não nomear novos servidores, salvos os casos de reposição por aposentadoria ou falecimento nas áreas de saúde, educação e segurança.
Impacto
A renegociação da dívida dos estados não terá impacto fiscal em 20 anos porque todo o débito será pago, mas fará a União deixar de receber recursos no curto prazo. Caso todos os estados assinem até junho os acordos de renegociação, o governo federal deixará de arrecadar R$ 9,6 bilhões em 2016, R$ 18,6 bilhões em 2017 e R$ 17,3 bilhões em 2018.
Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a medida representa um alívio temporário para os estados, mas trará economia no longo prazo por causa das reformas estruturais que os governadores terão de fazer. “Este é um auxílio necessário, num momento em que a economia brasileira atravessa dificuldade e está todo mundo fazendo ajuste. É indicado que o governo dê um auxílio temporário e com contrapartida para que saiam com finanças em melhor organização”, disse.
Gastos públicos
No mesmo projeto de lei complementar, o governo também pretende limitar o crescimento dos gastos públicos nos próximos anos. Haverá um teto de gastos para vários anos que seria incorporado ao Plano Plurianual (PPA), com medidas de redução da despesa automaticamente acionadas para o ano seguinte caso o limite seja estourado. O ajuste automático será implementado em três estágios, conforme a magnitude do excesso de gasto. No último estágio, aumentos do salário mínimo acima da inflação ficam proibidos.
“Não estamos inventando nenhuma jabuticaba. A história mostra que todos os países que introduziram medidas de controle do crescimento dos gastos foram bem-sucedidos em estabelecer o controle fiscal”, declarou Barbosa. A medida também havia sido anunciada em fevereiro, quando o governo anunciou os cortes no Orçamento deste ano.
Os limites máximos, segundo Barbosa, serão estabelecidos pelo Congresso Nacional na votação de cada Plano Plurianual.
ADJORI/BRASIL COM AGENCIA BRASIL

segunda-feira, 21 de março de 2016

Nascente do parque Massairo Okamura é uma das poucas preservadas

A nascente do Córrego do Barbado, que surge no Parque Estadual Massairo Okamura, é uma das poucas preservadas na área urbana de Cuiabá como aponta o estudo preliminar do projeto ‘Água para o Futuro’, realizado pelo Instituto Ação Verde com apoio do Ministério Publico Estadual, Juizado Volante Ambiental e Universidade Federal de Mato Grosso. Essa nascente passa por 21 bairros e possui cerca de 10 quilômetros até sua foz, no rio Cuiabá. 

A análise prévia mostrou a existência de 126 nascentes. Dessas, a maioria está com um alto grau de degradação, enquanto a do parque Massairo apresentou um bom estado de conservação, mesmo com a constatação de início de processo erosivo, de presença de lixo no entorno e de coliforme fecais na água. Conforme o biólogo e pesquisador do projeto, Abídio Moraes, essa situação se deve ao fato do manancial estar inserido na área urbana. “Ainda não foram finalizados os estudos das outras nascentes, temos um prazo de dois anos, mas até o momento essa foi a que encontramos em melhor estado de conservação”, explica. 

Para o coordenador de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Alexandre Batistella, o estudo serve como um alerta para a população, já que a presença de água no parque junto ao cenário verdejante que ele possui colabora para o microclima da região. “A unidade tem uma enorme importância ecológica devido à sua vegetação. Os moradores dos arredores percebem um frescor diferente próximo do parque e isso graças a conservação da biodiversidade existente no local, por isso é nosso dever cuidar desse patrimônio que é de todos.”

Batistella orienta que para conservar esta e outras nascentes é necessário evitar jogar lixo em locais inadequados, pois com a chuva eles são levados até o curso da água causando danos ao meio ambiente. “Os usuários do parque precisam se conscientizar e entender que seu comportamento influencia na poluição dos córregos e rios”. Outro fator que contribui para a poluição das nascentes é a falta de saneamento básico, por isso a importância de ações individuais, como instalação de filtros e fossas artesanais.

Sobre o projeto

O projeto ‘Água para o Futuro’ foi iniciado em dezembro do ano passado e em dois anos pretende analisar 126 nascentes situadas na área urbana da capital com estudos de georreferenciamento, hidrogeologia e identificação de fauna e flora. De acordo com o superintendente executivo do Instituto Ação Verde, Vicente Falcão, cuja entidade é parceira da Sema, 60% da água que a população cuiabana consome é oriunda das nascentes. “Nosso o objetivo é tratar das fontes para que a geração futura possa continuar conservando e usufruindo sem se preocupar com a escassez”.

Ele destaca que cada manancial tem um comportamento único, por isso sua restauração é difícil de acontecer. “A nascente é uma fonte de vida que pode ser utilizada para manutenção da biodiversidade que compõem a natureza do ambiente. Ao poluir os mananciais você estará gerando danos irreversíveis aos córregos, pois eles têm importância vital para o ecossistema”.

Emplacamento da nascente

No Dia Mundial da Água, comemorado na próxima terça-feira (22.03), a nascente situada no parque Massairo Okamura ganhará, a partir das 8h, uma nova placa com informações sobre as características de fauna e flora. Falcão informa que a equipe do instituto está analisando uma plataforma online demonstramdo o resultado dos estudos para acesso da população. “Nosso objetivo é, além de identificar a situação das nascentes, promover ações visando à preservação e recuperação delas.”
Fernanda Nazário | Sema-MT

PF desarticula esquema de fraudes de R$ 7 milhões na Previdência Social


Objetivo é deter a ação de um grupo criminoso oriundo do sul do estado do Pará que fraudava benefícios



A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência Social, deflagrou (16/3) a operação Êxodo – 2ª Fase. O objetivo é deter a ação de um grupo criminoso oriundo do sul do estado do Pará que fraudava benefícios previdenciários no Distrito Federal. Estima-se um prejuízo provocado pelas fraudes em torno de R$ 7 milhões.
A PF cumpriu três mandados: dois de busca e apreensão, um na APS e outro na residência de um servidor, e um de prisão preventiva decretada. Outras pessoas do estado do Pará serão também implicadas no grupo criminoso.
As investigações revelaram que o grupo vinha atuando desde 2012 no esquema voltado para concessão tardia do benefício de pensão por morte previdenciária, onde eram incluídos no rol de dependentes menores de idade. Por não haver prescrição, os pagamentos retroativos eram de valores altíssimos, uma vez que eram pagos desde a data do óbito do segurado.
Em sete benefícios analisados, em que as certidões de óbito não se confirmaram, estima-se prejuízo aproximada a R$ 655 mil. Considerando os 89 benefícios selecionados por amostragem (podendo haver outros), com indícios de irregularidades, o prejuízo estimado é de aproximadamente 7 milhões, em desfavor do Tesouro Nacional.
Também eram apresentadas Declarações de exercício de atividades rurais em regime de economia familiar, onde constavam o labor do segurado, sendo estas fornecidas supostamente por vários sindicatos dos trabalhadores rurais do estado do Pará. Para conseguirem o intento, contavam com a ajuda de um servidor público federal lotado na Agência da Previdência Social- Ceilândia/DF, onde os benefícios eram concedidos.
Na primeira fase da operação, em investigações iniciadas em outubro de 2015, três pessoas foram presas em flagrante, quando tentavam sacar os valores acumulados de aproximadamente R$ 87 mil, referente a um benefício de pensão por morte previdenciária. O benefício foi concedido a um dependente menor, cujo pleito no estado de origem (Pará), tinha sido indeferido por não comprovação do exercício de atividade rural da instituidora.
A operação foi denominada “ÊXODO” em referência ao deslocamento rotineiro de um grupo de pessoas do estado do Pará até o Distrito Federal, por vários meses e anos, com o único propósito da obtenção de benefícios previdenciários fraudados, aproveitando-se da cooptação que fizeram junto ao servidor do INSS.
COBAP.ORG.BR

Impeachment e a bancada de Mato Grosso ontem e agora

Impeachment, a palavra que abalou Brasília em 1992 volta à tona. Antes o alvo foi o presidente Fernando Collor de Melo. Agora é a presidente Dilma. Este matéria mostra como comportou a bancada mato-grossense àquela época e o que se espera dos deputados 24 anos depois de Collor.

Em 1992 o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, e o jurista Marcelo Lavenère, ofereceram à Câmara dos Deputados denúncia contra o presidente Collor de Melo. Num dos trechos a denúncia dizia: “Nos regimes democráticos, o grande juiz dos governantes é o próprio povo, é a consciência ética popular. O governante eleito que se assenhoreia do poder em seu próprio interesse, ou no de seus amigos e familiares, não pratica apenas atos de corrupção pessoal, de apropriação indébita ou desvio da coisa pública: mais do que isso, ele escarnece e vilipendia a soberania popular”.
Diante da forte argumentação uma Comissão Especial da Câmara presidida por Gastone Righi (PTB/SP) aprovou por 16 votos a 5 o relatório de Nelson Jobim (PMDB/RS) pela instauração do processo de impeachment de Collor.
Antes mesmo da aprovação do relatório, bem na fase embrionária da denúncia os oito deputados mato-grossenses ouviram as vozes das ruas, dialogaram com os cidadãos e assumiram seu posicionamento. Augustinho Freitas, Rodrigues Palma e Joaquim Sucena (do PTB); Jonas Pinheiro (PFL); e José Augusto Curvo (Tampinha), Wilmar Peres e Wellington Fagundes (do PL) garantiram que votariam pelo processo de impeachment e votaram. João Teixeira (PL), defensor de Collor ficou ao lado do presidente e não compareceu à votação, tentando esvaziar o plenário.
O processo do impeachment foi criado em votação aberta, por 441 votos (bastavam 336 para tanto), com 38 votos contrários, 23 ausências incluindo João Teixeira e a abstenção de Gastone Righi, que se sentiu impedido por sua função na Comissão Especial. Collor renunciou.
Transcorridos quase 24 anos do episódio Collor, impeachment volta ao cenário nacional, na Câmara, onde se inicia o processo que tem rito bicameral. Na bancada mato-grossense, com firmeza, três querem o afastamento de Dilma; um a defende com unhas e dentes; e quatro serão impulsionados pelo que melhor lhes convier.
Nilson Leitão (PSDB), Victorio Galli (PSC) e Adilton Sachetti (PSB) querem a cabeça e a faixa presidencial de Dilma; a primeira por convicção herodiana e a outra por gula pelo poder.
Ságuas Moraes (PT) é Dilma desde criancinha e não dorme sem tomar bênção ao padinho Lula.
Ezequiel Fonseca (PP) e Valtenir Pereira (PMDB) estão agarrados no alto do muro. Ezequiel encontra-se licenciado e substituído por José Augusto Curvo, o Tampinha (PSD), que votou pela queda de Collor. Porém, com o afunilamento da tramitação, Ezequiel voltará à sua cadeira. Valtenir seguramente esperará a poeira baixar pra ficar com a opção que melhor convier aos seus interesses.
Carlos Bezerra (PMDB), por enquanto está ao lado da presidente, mas se o contexto político criar perspectivas que interessem à cúpula do PMDB, ele saltará do barco sem nenhum constrangimento.
Fábio Garcia (PSB) até recentemente era indeciso e agora assume a bandeira do impeachment por força de definição partidária; porém que ninguém se surpreenda caso ele mude de lado.
RITO – Ontem, por 61 votos a 1, os deputados criaram a Comissão Especial do Impeachment, composta por 65 membros escolhidos pela lideranças partidárias. Nilson Leitão e Valtenir Pereira são titulares e Victori Galli suplente. O presidente é Rogério Rosso (PSD/DF)e Jovair Arantes (PTB/GO). Dilma terá prazo de 10 sessões ordinárias para apresentar defesa e depois disso a Câmara terá cinco sessões ordinárias para votar o parecer pela continuidade ou não ao processo do pedido de impedimento da presidente. Também ontem, o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB/SP) a notificou sobre a criação da Comissão Especial do Impeachment.
Barbosa Lima Sobrinho e Lavenère nos ensinaram em 1992 que: “Nos regimes democráticos, o grande juiz dos governantes é o próprio povo, é a consciência ética popular”. A bancada mato-grossense na Câmara precisa ouvir o eleitor que a elegeu. O homem público que exerce mandato eletivo não pode se isolar daqueles que representa, principalmente em situações como a atual.
ONDE ESTÃO? – Dos oito que votaram no impeachment de Collor, um continua no Congresso e dois são suplentes de congressistas. Dois morreram.
O cuiabano José Augusto da Silva Curvo, o Tampinha (PSD) é médico e ocupa a cadeira de Ezequiel Fonseca. À época do impeachment de Collor, Tampinha era suplente de Oscar Travassos, que deixou a Câmara para ser secretário de Segurança Pública de Jayme Campos. Antes do Congresso foi vereador por Cuiabá, onde reside.
O empresário e veterinário Wellington Antônio Fagundes conquistou mais cinco mandatos de deputado federal e em 2014 chegou ao Senado pela legenda do PR, do qual é presidente em Mato Grosso. Entre um e outro mandato perdeu duas eleições para prefeito de Rondonópolis, cidade onde nasceu e reside.
O cuiabano Manoel Antônio Rodrigues Palma se reelegeu e agora é segundo suplente do correligionário senador republicano Blairo Maggi. Antes de ser deputado federal foi deputado estadual e prefeito nomeado ou biônico de Cuiabá, cargo que lhe foi dado pelo sogro e então governador Garcia Neto. Palma é tio do deputado federal Fábio Garcia e mora em Cuiabá.
Jonas Pinheiro da Silva nasceu em Santo Antônio de Leverger, era veterinário da Empaer, cumpriu três legislaturas na Câmara e depois conquistou dois mandatos de senador. Jonas morreu em Cuiabá e seu corpo foi sepultado em sua cidade; deixou a cadeira para Gilberto Goellner.
Barra-garcense, Wilmar Peres de Farias antes de votar o impeachment foi vice-governador de Júlio Campos. Depois foi prefeito de Barra do Garças, município que agora é administrado por seu filho Roberto Farias. Wilmar morreu em sua cidade, onde seu corpo foi sepultado.
O pecuarista mineiro João Teixeira deixou seu Estado por Alta Floresta, onde seu irmão José Luiz era vice-prefeito. Antes de ser congressista foi vereador por Alta Floresta e deputado estadual. Depois tentou voltar a Assembleia e buscou uma cadeira de vereador, mas sem sucesso. Mora em Cuiabá, é capoeirista, narrador de rodeios e cuida de sua propriedade rural.
Augustinho Freitas Martins é empresário e pecuarista nascido em Mato Grosso do Sul. Foi vereador por Rondonópolis, onde reside. Deputado federal eleito em 1990 se manteve no cargo em 1994, mas foi cassado e sua cadeira ficou para Murilo Domingos (PTB). Depois da Câmara disputou e perdeu a eleição para prefeito de Rondonópolis, mas chegou a esse cargo na vizinha Pedra Preta, onde tem investimentos. Em agosto de 2011, para não ser cassado pelos vereadores, Augustinho renunciou ao cargo de prefeito.
O médico Joaquim Sucena Rasga é paulista e mora em Cuiabá. Exerceu mandatos de deputado estadual e federal e foi secretário de Estado; disputou a prefeitura de Cuiabá e não se elegeu. É empresário da saúde e aposentado pelo Fundo de Assistência Parlamentar da Assembleia (FAP).
EDUARDO GOMES
DE CUIABÁ - MTAQUI

sábado, 19 de março de 2016

Governador Pedro Taques também assinou termo pela revitalização do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco


Euziany Teodoro | Gcom-MT

A manhã deste sábado em Vila Bela da Santíssima Trindade foi repleta de atividades comemorativas pelo aniversário de 264 anos da cidade, neste 19 de março. As festividades foram abertas durante a madrugada, com fogos de artifício e serenata pelas ruas da cidade até a alvorada.
A cidade é capital simbólica do Governo de Mato Grosso neste ano, em razão de sua importância histórica para todo o Brasil. O governador Pedro Taques publicou a Lei Nº 10.377, em 02 de março deste ano, oficializando a transferência da Capital para Vila Bela todos os anos, a partir de agora. Os poderes Legislativo e Execuivo estadual também estão instalados na cidade.
Pela manhã, o primeiro compromisso do governador Pedro Taques foi a assinatura de um Termo de Cooperação, entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e a Prefeitura Municipal de Vila Bela, para revitalização do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, onde está localizada a maior cachoeira do Estado e quarta maior do Brasil: a Cachoeira do Jatobá.
Taques e os secretários estaduais também plantaram 20 mudas de ipê, uma das principais espécies de árvores do Estado, para amenizar os efeitos de gás carbônico lançados em Vila Bela, devido à realização do evento.
“Temos consciência que um evento deste porte acarreta algumas consequências ao meio ambiente. Pensando nisso, plantamos estas mudas e trouxemos outras 2.500, de várias espécies, que foram entregues à população, para que as pessoas plantem, também, em suas casas”, explicou Pedro Taques.
O próximo evento foi a tradicional Missa pelo aniversário de Vila Bela, ministrada pelo Bispo Dom Milton dos Santos, que veio de Cuiabá especialmente para a ocasião. Após a missa, houve desfile cívico com a fanfarra da Escola Estadual Verena Leite de Brito e música com o Coral Consciência Negra.
“É uma honra estar aqui e poder presenciar eventos culturais tão importantes para a nossa história. Hoje ainda temos muito trabalho por aqui. Vamos atender prefeitos e vereadores de toda a região, inclusive alguns que vieram da Bolívia. Vamos ouvi-los e encaminhar as demandas que surgirem”, afirmou o governador.

Programação
Neste sábado a tarde, o governador Pedro Taques realizará, em seu gabinete no Palácio dos Capitães Generais, uma reunião ampliada com 22 prefeitos de toda a região Oeste. Mais tarde, será a vez de vereadores da região, assim como alguns representantes que vieram da Bolívia para conversarem com o governador.

À noite continuará a programação cultural. Confira abaixo:
18h - Cine RuínasLocal: Tenda Espaço Ruínas. Travessa do Palácio esquina com a Rua Municipal
Filme: Vila Bela e Ruínas e outras cinematografias
Apresentação dos alunos do Projeto Musicar (ao longo do dia)

Local: Espaço Cultural
19h30 - Show de Encerramento
Local: Praça Cultural de Eventos
Apresentações: Siriri e Cururu de Nossa Senhora do Livramento, Dança do Chorado, Ana Rafaela & Lorena Ly, Margareth Menezes



Suspensão da nomeação de Lula repercute na Câmara



Oposição vai entrar com representação contra Dilma
A decisão da Justiça Federal de suspender o ato de nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil do governo federal repercutiu entre os deputados nesta quinta-feira (17). A decisão suspensiva é provisória e foi emitida pelo juiz Itagiba Catta Preta Neto, da Justiça do Distrito Federal, que entendeu que há crime de responsabilidade na nomeação.
Na quarta-feira (16), foi divulgada uma conversa telefônica entre a presidente da República, Dilma Rousseff, e Lula, na qual Dilma afirma que encaminharia ao ex-presidente o termo de posse para ser usado em caso de necessidade. Investigadores da Lava Jato entenderam o diálogo como uma tentativa da presidente de evitar uma possível prisão de Lula.
Os líderes da oposição anunciaram que irão protocolar, nesta tarde, na Procuradoria Geral da República, uma representação em que pedem a abertura de inquérito contra Dilma Rousseff para investigar a prática de crimes de prevaricação, fraude processual e favorecimento pessoal na nomeação de Lula para a Casa Civil.
Ato legítimo
Parlamentares do PT não reconhecem a validade da liminar que suspendeu a nomeação de Lula. “O presidente Lula está nomeado ministro. O ato da presidente é um ato legítimo, e eu não parto do pressuposto das notícias que circulam, porque nós vivemos um momento de boataria”, afirmou o vice-líder do partido, deputado Henrique Fontana (RS), que participou do ato de posse. “Ele vai contribuir para fortalecer o governo e enfrentar esse ambiente de golpe que os setores de oposição querem implantar no País”, defendeu Fontana.
O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), por sua vez, lembrou que a decisão de suspender a nomeação foi tomada por um juiz de primeira instância, não pela Justiça. Fontana acrescentou que a prerrogativa de nomear ministros é da presidente da República. “O juiz Itagiba Catta Preta pode, na sua prerrogativa de juiz, fazer aquilo que quiser. Agora quem tem a prerrogativa de nomear ministros é apenas a presidente da República. Para chegar à presidência da República, é preciso ter a maioria dos votos dos brasileiros.”
Obstrução da Justiça
Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), é necessário que as instituições da República cumpram o papel de defender os interesses do País. “O ato de nomeação de Lula, por si só, já caracteriza clara obstrução da Justiça. E isso ficou ainda mais claro nas gravações divulgadas que mostram Dilma combinado com Lula o desfecho de um crime contra a Justiça e contra o povo brasileiro. Tenho certeza que o Ministério Público Federal cumprirá sua missão”, afirmou Rubens Bueno.

O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), afirmou que contava desde cedo com a suspensão da posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça federal. Na opinião do parlamentar, a presidente Dilma Rousseff “esbofeteou” o povo brasileiro ao nomear Lula ministro da Casa Civil e ao antecipar a posse do ex-presidente para esta quinta-feira (17). “Com isso, ela está a um passo de fazer com que o Brasil se transforme em um país convulsionado”, disse Avelino.
Para ele, o governo do PT está “terminal”. “O PT sequestrou o Estado brasileiro. Não bastasse o roubo das estatais, não bastasse toda a roubalheira que nós estamos vendo, a corrupção desenfreada, está usando o poder que eles têm constituído para fazer essas aberrações.”
Manifestações
Durante a posse de Lula, na manhã desta quinta-feira no Palácio do Planalto, manifestantes a favor do governo Dilma Rousseff se reuniram na Praça dos Três Poderes. Já os defensores da saída da presidente ficaram no Eixo Monumental, entre o Congresso Nacional e o Ministério da Justiça.
Houve momentos de ânimos acirrados com correria e uso de gás de pimenta pela polícia. Também houve lançamento de bomba de gás lacrimogênio contra os dois grupos que buscavam furar o bloqueio da polícia.
ADJORI/BRASIL - COM AGÊNCIA CÂMARA

Definidos os 65 deputados que vão compor a comissão do impeachment




Com as maiores bancadas, o PMDB indicou 8 parlamentares; o PT também 8; o PSDB 6 e o PP 5

 

Com informações da Agência Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 433 votos a 1, a lista com as indicações dos líderes partidários para a composição da comissão especial do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Confira os indicados

PMDB (8)
Leonardo Picciani (RJ)
Leonardo Quintão (MG) (o PMDB pode substituí-lo posteriormente por Altineu Côrtes, que é do RJ)
João Marcelo Souza (MA)
Washington Reis (RJ)
Valtenir Pereira (MT)
Osmar Terra (RS)
Lúcio Vieira Lima (BA)
Mauro Mariani (SC)

PT (8)
Arlindo Chinaglia (SP)
Henrique Fontana (RS)
José Mentor (SP)
Paulo Teixeira (SP)
Vicente Cândido (SP)
Wadih Damous (RJ)
Zé Geraldo (PA)
Pepe Vargas (RS)

PSDB (6)
Carlos Sampaio (SP)
Bruno Covas (SP)
Jutahy Júnior (BA)
Nilson Leitão (MT)
Shéridan Oliveira (RR)
Paulo Abi-Ackel (MG)

PP (5)
Aguinaldo Ribeiro (PB)
Jerônimo Goergen (RS)
Julio Lopes (RJ)
Roberto Britto (BA)
Paulo Maluf (SP)

PSB (4)
Fernando Coelho (PE)
Bebeto Galvão (BA)
Danilo Forte (CE)
Tadeu Alencar (PE)

PSD (4)
Rogério Rosso (DF)
Paulo Magalhães (BA)
Marcos Montes (MG)
Júlio Cesar (PI)

PR (4)
José Rocha (BA)
Edio Lopes (RR)
Zenaide Maia (RN)
Maurício Quintella (AL)

DEM (3)
Mendonça Filho (PE)
Rodrigo Maia (RJ)
Elmar Nascimento (BA)

PTB (3)
Benito Gama (BA)
Jovair Arantes (GO)
Luiz Carlos Busato (RS)

SOLIDARIEDADE (2)
Paulinho da Força (SP)
Fernando Francischini (PR)

PSC (2)
Eduardo Bolsonaro (SP)
Marco Feliciano (SP)

PDT  (2)
Flavio Nogueira (PI)
Weverton Rocha (MA)

PROS (2)
Eros Biondini (MG)
Ronaldo Fonseca (DF)

PRB (2)
Jhonatan de Jesus (RR)
Marcelo Squassoni (SP)

PPS (1)
Alex Manente (SP)

PSOL (1)
Chico Alencar (RJ)

PMB (1)
Weliton Prado (MG)

PEN (1)
Júnior Marreca (MA)

PTN (1)
João Bacelar (BA)

PV (1)
Evair de Melo (ES)

PC do B (1)
Jandira Feghalli (RJ)

PT do B (1)
Sílvio Costa (PE)

REDE (1)
Aliel Machado (PR)

PHS (1)
Marcelo Aro (MG)

Contra ou a Favor?
O Movimento Vem Pra Rua está monitorando a posição de cada parlamentar em relação ao impeachement e criou um site para disponibilizar aos interessados o contato com esses parlamentares

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