Ações da Escola de Contas em 2016 superaram as expectativas

A qualidade nos serviços prestados à sociedade pelos órgãos públicos do Estado e municípios passa pela capacitação constante dos seus gestores e servidores.

Brasileiros lideram em número de jornalistas mortos em 2016

Em outubro, o Brasil aparecia em quarto lugar no ranking da ONG Repórteres sem Fronteiras.

Alesc aprova PEC que altera forma de publicação dos atos públicos dos municípios catarinenses

Para o presidente da Adjori/SC, Miguel Ângelo Gobbi, a ampla divulgação da aplicação dos recursos é imprescindível para garantir a transparência dos gastos municipais.

Presidente do TCE-MT recebe comenda da Câmara de Cuiabá

O presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim, foi homenageado com o Título Honorífico do Mérito Legislativo "Gervásio Leite".

Estratégia da Assessoria de Comunicação é case de sucesso do TCE-RS

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apresentou a estratégia da Assessoria de Comunicação Social (ASC) como case de sucesso durante o Seminário Boas Práticas no V Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

TCE apresenta primeiros resultados da auditoria no transporte coletivo da Grande Cuiabá

A Secretaria de Controle Externo de Auditorias Especiais do Tribunal de Contas de Mato Grosso fez uma apresentação de informações para a auditoria no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Fórum debate principais mudanças previstas na Lei de Licitações

 
O aperfeiçoamento da Lei nº 8.666/1993 (Lei das Licitações) e suas implicações foi o tema tratado pelo engenheiro civil, advogado e mestre em geofísica pela Universidade Federal da Bahia, Aldo Dórea Mattos, na terceira palestra do II Fórum Qualidade em Obras Públicas, que teve início às 16h desta quinta-feira (20.10), no Tribunal de Contas de Mato Grosso.
 
Representante da Unosp, o braço da ONU nas operações de engenharia e obras, Aldo Mattos citou as principais mudanças previstas no PLS 559/13, em tramitação no Senado, que na visão dele aprimora a lei de licitações, porque traz, entre as suas exigências, ainda na fase de seleção da empresa a ser contratada, a obrigatoriedade da apresentação do projeto executivo prévio e da obtenção do licenciamento ambiental.
 
Um dos principais avanços discutidos é a obrigatoriedade do performance bond, o seguro da obra, que hoje é facultativo e fica a critério do contratante, além de ser limitado a 5% do contrato, podendo alcançar 10% em casos extremos. A proposta estudada é alterar para no mínimo 30% sobre o valor da obra, podendo chegar a 100%.
 
É assim que funciona nos Estados Unidos, explica Aldo Mattos. Lá, ao assumir uma obra pública de determinado valor, o contratado é obrigado a apresentar uma apólice de seguro no valor total do contrato, porque se falir, for negligente, ou considerado inidôneo, a seguradora é acionada e assume a posição da empresa, evitando que a obra não seja finalizada, como é comum no Brasil.
 
Dados apresentados pelo palestrante revelam que apenas do governo federal há 1.853 obras aparalisadas em todo o país, que necessitam de investimentos de R$ 2 bilhões para serem concluídas. A maior parte dessas obras são de saneamento. “Eu avalio que obras de baixo valor talvez não necessitem de seguro, mas todas, a partir de um certo limite, devem estar seguradas”, defende o especialista.
 
Outra vantagem apontada trata da matriz de riscos, porque da forma como a lei é hoje, ela gera incertezas e se torna fonte de pleitos, segundo Aldo Mattos, principalmente pela ausência de regulamentação do direito do contratado ou de informações sobre o equilíbrio econômico-financeiro da contratada. Caso seja alterada, a lei especificará a responsabilidade para cada classe de risco, garantindo inclusive melhor diálogo com as seguradoras.
 
RDC e PPP
 
Aldo Mattos fez críticas ao uso excessivo do Regime Diferenciado de Contratação - RDC (Lei nº 12.462/11), que surgiu para atender à necessidade de realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 e depois já foi utilizado para Obras do PAC, Obras do SUS, estabelecimentos prisionais, sistemas de ensino, entre outros. O problema é que por ser um regime de exceção, com o objetivo de garantir celeridade nas obras para os eventos internacionais, ela não se submete à Lei de Licitações, utilizando-se, por exemplo, da inversão de fases e do sigilo do orçamento. “O RDC não deve ser regra porque dificulta a comparação das propostas”, alerta.
 
Por ser uma novidade ainda no Brasil, Aldo Mattos avalia que as Parcerias Público Privadas (PPPs) ainda despertam desconfiança dos gestores, empresários e sociedade, mas vê o tema com simpatia. Como vantagens, ele destaca o investimento inicial privado, a previsibilidade de receita, os riscos compartilhados, e a vinculação ao desempenho. As desvantagens seriam a estrutura complexa e garantias nem sempre fáceis.
 
Anda sim, ele vê a nova modalidade de parceria como positiva, principalmente porque resulta em economia para o poder público, desde que siga as regras estabelecidas. Os valores dos contratos para as PPPs devem ser superiores a R$ 20 milhões e o prazo de 5 a 35 anos. A contrapartida pública, no caso da União, deve ser inferior a 1% da receita corrente líquida, já para estados, municípios e Distrito Federal, inferior a 5% da receita corrente líquida, do exercício anterior.
 
Debate
 
Na sequência da palestra, para encerrar o primeiro dia do fórum, convidados debateram os temas apresentados por Aldo Mattos, que também compôs a mesa, juntamente com o representante do TCU em MT, Carlos Augusto de Melo Ferraz, do secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho), e do representante da CGU, Franklin Brasil Santos.
 
O II Fórum Qualidade em Obras Públicas continua nesta sexta-feira (21), a partir das 8h30, com a palestra do coordenador de projetos especiais da Secretaria de Planejamento de Santa Catarina, Rafael Fernandes Teixeira da Silva, e do professor do Instituto Militar de Engenharia (IME), coronel Paulo César Pellanda.
 
O evento é promovido pela Rede de Controle de Gestão Pública, em parceria com a Sinfra e o Crea, e realizado no auditório da Escola de Contas do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
 
Assessoria TCE/MT
 

Consulta Pública recebe sugestão dos fiscalizados sobre layout do Aplic


 
Impactando cerca de 505 entes fiscalizados municipais e 65 estaduais, o sistema de prestação de contas virtual desenvolvido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), o Aplic, passa anualmente por reformulações em seu layout no intuito de desburocratizar os serviços e aperfeiçoar os procedimentos. Desta vez, foi oportunizado ao jurisdicionado uma consulta pública para que sejam feitas sugestões e observações diante das alterações do layout de 2017.

Até o dia 24 de outubro, a Secretaria-adjunta de Desenvolvimento do Controle Externo (Sedecex) receberá estas informações dos fiscalizados em busca de avanços no sistema Aplic. O resultado final do processo será divulgado no dia 31, às 9h, no Espaço Cultural Liu Arruda, com a participação da Associação Mato-grossense dos Municípios, das prestadoras de serviços e dos próprios fiscalizados.
 
Conforme explicou o secretário da Sedecex, Volmar Bucco Júnior, a ideia é a de democratizar a construção do sistema, de forma que no próximo ano sejam prestadas contas em tempo hábil, com cumprimento dos prazos pelos fiscalizados. “Nós atendemos ao acordo firmado com os fiscalizados e queremos antecipar ao máximo a divulgação do novo layout, de modo que os municípios e os entes do Estado adequem seus sistemas, suas rotinas”, afirmou.
 
Uma das mudanças técnicas pelas quais passará o Aplic trata da formato do envio de documentos digitalizados. Por vezes, são enviadas imagens dos arquivos, o que dificulta a navegação pelas informações do documento e o cruzamento dos dados.
 
Todo o trabalho desenvolvido pela Sedecex foi implementado em parceria com a Secretaria de Tecnologia da Informação, pela Consultoria Técnica e pelas Secretarias de Controle Externo.
 
Assessoria TCE/MT

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pleno mantém parecer prévio contrário à aprovação das contas de governo de Poconé


Domingos Neto
CONSELHEIRO RELATOR
DETALHES DO PROCESSO



O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) julgou improcedente recurso ordinário interposto pela prefeita de Poconé, Nilce Mary Leite, contra o Acórdão nº 30/2016. Na decisão anterior, os conselheiros já haviam negado por unanimidade o pedido de Embargos de Declaração interposto pela gestora para revisar o parecer prévio contrário à aprovação das contas de governo de 2014.
Conforme apontou o relator, conselheiro Domingos Neto, a prefeita apenas objetivou revisar os apontamentos feitos nos julgamentos anteriores, como gastos com pessoal acima dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e repasses ao Poder Legislativo em desacordo com a Constituição. "Face ao fato de que as alegações defensivas foram examinadas no Relatório Técnico de Defesa e não foram carreadas aos autos provas documentais, fato este repetido neste Recurso Ordinário, é obvio que os mesmos não merecem ter acolhida", afirmou o relator em seu voto.
Assim, votou pela improcedência do recurso ordinário mantendo-se inalterado o parecer contrário à aprovação das contas de governo no município. A decisão do conselheiro foi acompanhada pelos demais membros do Pleno durante sessão ordinária do dia 11 de outubro por unanimidade.
(Assessoria TCE/MT)

Pleno pede mais atenção aos investimentos em saúde e educação


JOSÉ CARLOS NOVELLI
CONSELHEIRO RELATOR




Ao conceder parecer prévio favorável às contas de governo do município de Pontes e Lacerda do ano passado, o Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso concordou com o relator, conselheiro José Carlos Novelli, de sugerir ao gestor, Donizete Barbosa do Nascimento, que constitua fundo de reserva para que o valor de R$ 294.422,71, remanescente do exercício de 2015, que deveria ter sido aplicado na manutenção e desenvolvimento do ensino, seja utilizado exclusivamente na área de educação, para aplicação em projetos de inovação ou para suprir eventuais necessidades emergenciais na educação.
Foi recomendado ao Poder Legislativo que determine ao chefe do Poder Executivo Municipal que adote medidas para "aplicar adequadamente o percentual mínimo de 25% da receita de impostos, proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino; proceder o aperfeiçoamento do planejamento e da execução das políticas públicas na área da educação e saúde, identificando os fatores que causaram a piora dos resultados das avaliações, visando uma mudança positiva na situação avaliada por esta Corte por ocasião da apreciação destas contas, cujos resultados deverão ser comprovados quando da apreciação das contas de governo relativas ao exercício de 2016", mencionou o conselheiro relator em seu voto.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Em Cuiabá, Emanuel tem 51% e Wilson 32%, diz pesquisa Ibope

ELEIÇÕES 2016 / SEGUNDO TURNO


TV Centro América divulgou, na noite desta sexta-feira, primeira rodada de levantamento do 2º turno

Marcus Mesquita/MidiaNews


Os candidatos a prefeito Emanuel Pinheiro e Wilson Santos
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO
A TV Centro América divulgou, na noite desta sexta-feira (14), a primeira rodada da pesquisa Ibope do segundo turno das eleições em Cuiabá.

Conforme os números, na modalidade estimulada, quando são apresentados aos entrevistados os nomes dos candidatos, Emanuel Pinheiro (PMDB) aparece com 51% das intenções de voto.  O candidato Wilson Santos (PSDB) tem 32%.

Brancos e nulos somaram 12%. Cinco por cento dos eleitores abordados não quiseram ou não souberam responder.

Ao todo foram entrevistadas 602 pessoas entre os dias 11 e 13 de outubro.

A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Isso significa dizer que, se a mesma pesquisa for feita 100 vezes, em 95 delas o resultado será o mesmo, com variações apenas dentro da margem de erro.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número MT-01494/2016

Votos válidos

O Ibope também calculou os votos válidos. O resultado foi o seguinte: Emanuel Pinheiro tem 61% e Wilson 39%.

Votos válidos são calculados sem levar em consideração os brancos, nulos e indecisos.

DOUGLAS TRIELLI 
DA REDAÇÃO
- midianews.com

Prefeitura de Peixoto de Azevedo deve melhorar índices na saúde e educação


JOSÉ CARLOS NOVELLI
CONSELHEIRO RELATOR



O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso recomendou à Câmara de Peixoto de Azevedo que cobre do Executivo municipal mais atenção às taxas de mortalidade neonatal precoce, mortalidade infantil e detecção de hanseníase. A gestão também deve se atentar às escolas que estão com notas de Matemática na Prova Brasil abaixo da média nacional.
A decisão tomada durante sessão ordinária do dia 11 de outubro ocorreu junto à emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo da Prefeitura de Peixoto de Azevedo, referente ao exercício de 2015. Foi analisada a conduta do gestor Sinvaldo Santos Brito quanto ao exercício das funções de planejamento, organização, direção e controle das políticas públicas.
De acordo com o voto do relator, conselheiro José Carlos Novelli, apesar das recomendações verificadas, o prefeito respeitou os limites constitucionais relacionados aos investimentos nas áreas de saúde, Fundeb, repasses ao Legislativo, bem como os gastos com pessoal. "Isto de fato contribui para o julgamento favorável das contas, ora analisadas", pontuou em sua decisão. Assim, votou pela emissão de parecer favorável e foi acompanhado pelos demais membros do Pleno por unanimidade.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Contas de Gestão de 2015 do GCOM são declaradas regulares pelo TCE-MT


WALDIR TEIS
CONSELHEIRO RELATOR



As contas anuais de gestão do Gabinete de Comunicação de Mato Grosso - Gcom/MT, referentes ao exercício de 2015, sob a responsabilidade do jornalista Jean Marcel da Silva Campos, foram julgadas regulares com recomendações pelo Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O processo foi analisado durante sessão ordinária desta terça-feira (11.10). O relator foi o conselheiro Waldir Júlio Teis.
O relatório técnico preliminar foi realizado por auditores da Secretaria de Controle Externo da 3ª Relatoria do TCE-MT. Com base no documento, o conselheiro relator acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas e votou no sentido de julgar as contas de gestão do chefe do Gcom como regulares, com recomendações.
Em seu voto, o relator afastou a suposta irregularidade que trata de pagamento de comissão de agência pela intermediação na concessão de patrocínios de órgão público, uma vez que houve a veiculação obrigatória da marca do governo nas peças publicitárias desenvolvidas pela agência, bem como foi realizado o acompanhamento e comprovada a regularidade da veiculação.
O Pleno do TCE determinou ainda ao gestor que mantenha atualizados os links do portal de transparência do Gcom, conforme estabelece a Lei nº 12.527/2011 -Lei de Acesso à Informação (LAI). No mesmo voto, o relator recomendou também ao Governo do Estado que providencie a regulamentação das ações de patrocínio dos orgãos e entidades do Poder Executivo Estadual.
O voto do relator, conselheiro Waldir Teis, foi seguido pela unanimidade dos membros do Pleno.

(Assessoria TCE/MT)

Mídia regional sai fortalecida de reunião com Secom, em Brasília


Presidente da Adjori Brasil, Miguel Ângelo Gobbi, foi um dos participantes do encontro, que contou com dirigentes de entidades representativas do setor
Andréa Leonora/Especial ADI-BR
mr2.jpg
Representantes de entidades representativas de Jornais do Interior de todo o Brasil se reuniram, na última terça-feira (11), com o secretário especial de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), Márcio de Freitas, em Brasília. A mudança no tratamento dispensado à mídia regional foi o que mais chamou a atenção no encontro. Na reunião foi apresentada proposta pela Secom que estabelece que as entidades representativas da mídia regional serão ouvidas nas decisões de destinação dos recursos da verba publicitária do governo federal entre seus associados, e mesmo entre não associados, desde que tenham sede fora das capitais.
O presidente da Associação Nacional dos Jornais do Interior do Brasil (Adjori-BR), Miguel Ângelo Gobbi, admitiu ter ficado surpreso com a proposta da Secom, mas positivamente. “Estamos à disposição da Secom e dos veículos que representamos, para avaliar e avalizar os jornais de forma a aplicar corretamente as verbas publicitárias. Já atuamos assim com muita responsabilidade, como já viemos fazendo ao longo destes 11 anos de história”, destacou Gobbi.
Freitas classificou o encontro como “excelente”, mesma impressão de Duílio Malfatti Júnior, secretário de Comunicação Integrada do governo federal.
mr3.jpg
A reunião foi definida na semana passada, depois de um encontro com o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. veículos do interior, já líderes de audiência em suas regiões. O presidente da Frente Parlamentar da Mídia Regional, Alex Canziani (PTB-PR), disse que a conversa com direção e equipe técnica da Secom mostrou a nova visão do governo federal, que é de fazer propaganda eficaz. “Muda a metodologia. Agora ficou boa para a sociedade, o governo e a mídia regional”, resumiu. Canziani comemorou o fato de a Frente ter cumprido o seu papel, ou seja, articular e abrir portas para que o grupo da mídia regional fosse atendido pelo governo.
O secretário da Frente, deputado Jones Martins (PMDB-RS), considerou a reunião muito positiva. “Inauguramos um novo momento na relação da Câmara dos Deputados, entidades, Casa Civil e Secom.” Segundo explicou, a Frente Parlamentar da Mídia Regional defende a tese de que as entidades devem ter protagonismo na definição de verbas publicitárias. “Os critérios aplicados anteriormente levavam a injustiças. Este é o pensamento da Frente, das entidades e agora também do governo. Estamos todos alinhados. Precisamos focar na construção de uma agenda de trabalho.”
“Foi uma das melhores reuniões já realizadas para tratar desse assunto.” A manifestação foi do presidente da Associação de Diários do Interior do Brasil (ADI-BR), Jedaias Belga. Ele contou que “o governo mostrou sensibilidade” e quer investir na mídia do interior por entender que, com valores adequados, pode atingir um maior número de pessoas. “O que se quer no governo agora é o que nós empresários pretendemos sempre: eficiência. O relacionamento será pautado por seriedade e transparência.” Belga lembrou que a distribuição de recursos entre veículos era aleatória. “Com a mudança, vamos prestar um serviço ao governo e essa destinação de verbas será conforme a importância do veículo, sua eficiência ao comunicar o que o governo deseja levar à população.” O entendimento do presidente da ADI-BR é que a nova proposta ajudará a consolidar ainda mais as associações representativas e os próprios.
mr1.jpg
Oscar Osawa, diretor Comercial da Associação Paulista dos Jornais (APJ) também comemorou a postura do secretário Márcio de Freitas de colocar as entidades como determinantes na distribuição de verbas. “Vamos ter uma relação mais técnica e também com mais foco no resultado. O interesse do governo agora é atingir mais gente na sua comunicação. O resultado que interessa não é tão mercadológico.” O diretor da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP), Oscar Piconez, disse que tem grande preocupação com as rádios do interior, segmento que agora não será mais tratado como de “segunda linha”. “Antes havia um favorecimento para as emissoras das grandes cidades. Agora estamos sendo considerados com a devida importância e o meio rádio sai fortalecido.”
Também representando o meio rádio, Ivan Feitosa destacou que não haverá, necessariamente, um aumento das verbas publicitárias destinadas pelo governo federal à mídia regional. “A diferença é que não vai mais pulverizar essa verba sem critérios, mas concentrar nos veículos que têm mais a oferecer. Os critérios terão base na meritocracia.” O vice-presidente do Conselho da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), Roberto Cervo Melão, saiu da reunião animado por entender que o segmento não só foi ouvido, mas atendido em suas demandas. “Somos nós que entendemos do nosso negócio. E, portanto, somos nós que melhor podemos indicar uma distribuição eficiente dos recursos publicitários. Seremos de grande ajuda para o governo federal na missão de bem comunicar.”
(Andréa Leonora/Especial ADI-BR)

Visite